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Perdas económicas por catástrofes naturais caem 10% no primeiro semestre
Swiss Re recorda que o segundo semestre do ano representa, em média, 58% das perdas globais seguradas, devido aos estragos que, nesta altura do ano, costumam causar os furacões do Atlântico Norte.
11 Ago 2026 - 14:15
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As perdas económicas decorrentes de catástrofes naturais diminuíram 10% relativamente à média dos últimos 10 anos no primeiro semestre, situando-se nos 100.000 milhões de dólares (cerca de 86.600 milhões de euros), informou nesta terça-feira a Swiss Re.
De acordo com o relatório semestral da multinacional suíça, a conta para as seguradoras ascendeu a 42.000 milhões de dólares (cerca de 36.347 milhões de euros), o que representa uma descida de 16% e o valor semestral mais baixo desde 2020.
Chuvas torrenciais, tornados e outras tempestades foram a principal causa das perdas, num valor de 28.000 milhões de dólares (cerca de 24.231 milhões de euros), valor também inferior à média.
A Swiss Re recorda que o segundo semestre do ano representa, em média, 58% das perdas globais seguradas, devido aos estragos que, nesta altura do ano, costumam causar os furacões do Atlântico Norte.
“Um primeiro semestre menos oneroso não significa que o risco tenha desaparecido: um único furacão, terramoto ou incêndio florestal de grande dimensão pode alterar rapidamente o panorama”, advertiu o responsável pelos riscos de catástrofes da Swiss Re, Balz Grollimund.
Destaca-se, neste sentido, os possíveis danos que os incêndios florestais podem ter causado desde o mês passado em países como Espanha e França, num contexto em que a Europa regista agora mais 64% de dias quentes (com médias superiores a 30 graus) do que em meados do século passado.
Segundo a Swiss Re, as perdas decorrentes dos incêndios florestais representam uma parte relativamente pequena do total, mas são também as que estão a crescer mais rapidamente, entre 8% e 11% ao ano desde 1970.
O relatório destaca ainda que os terramotos que abalaram a Venezuela em junho causaram perdas económicas de 20.000 milhões de dólares (cerca de 17.308 milhões de euros), embora estime que apenas uma pequena parte dos danos estivesse coberta por seguros.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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