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Mais de metade das PME portuguesas não está protegida contra catástrofes naturais

Mesmo após tempestade Kristin, 65% das PME Portuguesas continuam sem seguros para catástrofes naturais, mostra estudo. 49% das PME em Portugal já adotaram medidas e ações de sustentabilidade e identificam benefícios nos ganhos de competitividade.

25 Mai 2026 - 15:06

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Foto: Câmara Municipal de Leiria

Foto: Câmara Municipal de Leiria

Mais de seis em dez pequenas e médias empresas (PME) portuguesas, correspondente a 65%, continuam sem estar protegidas contra catástrofes naturais. A nível das PME avaliadas na União Europeia, 59% não têm seguros contra estas catástrofes, mostra o relatório de Promoção da Resiliência Climática para as PME, desenvolvido pela Universidade Bocconi, localizada em Milão, para o Grupo Generali.

Os danos materiais causados pela tempestade Kristin em Portugal, que afetou particularmente a zona centro, deixou as PME com pesados prejuízos. Importante relembrar que, em abril deste ano, a Autoridade Europeia para Seguros e Pensões Ocupacionais (EIOPA) indicou Portugal como um dos países europeus com “maiores lacunas de proteção” seguradora para riscos naturais. A mesma entidade propôs a criação de um fundo europeu de seguros contra catástrofes naturais.

Além disso, durante o primeiro trimestre de 2026 o setor dos seguros foi alvo de uma subida acentuada do número de reclamações também devido às tempestades, o que causou um período de alta pressão para as seguradoras.

O estudo apresentado em Bruxelas no âmbito da quarta edição do SME EnterPRIZE – “Fostering Climate Resilience for European SMEs”concluiu também que 49% das PME em Portugal já adotaram medidas e ações de sustentabilidade, contribuindo para a sua resiliência climática. No total, foram analisadas as estratégias de sustentabilidade implementadas por 1.100 PME europeias sediadas em 11 estados-membros.

A adoção de políticas de sustentabilidade trouxe benefícios para as empresas portuguesas, sendo que 69% identificaram ganhos de competitividade, 71% reconheceram melhores condições de seguro e 61% apontaram benefícios no acesso ao crédito, mostra o relatório.

Além disso, o estudo identificou entraves à adoção de medidas de sustentabilidade entre empresas, como a falta de apoio institucional, a complexidade burocrática, a insuficiência de incentivos públicos, a ausência de um enquadramento legislativo claro, a escassez de recursos financeiros e o défice de competências internas.

No âmbito do SME EnterPRIZE, Portugal destacou-se com a GET2C, vencedora nacional com o projeto “Viagem pelo Clima”, e duas menções honrosas atribuídas ao Centro Social do Vale do Homem e à Periplus.

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