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Mais de mil milhões de euros em empréstimos beneficiaram das moratórias da tempestade Kristin
Foram abrangidas 1243 empresas e 5613 pessoas particulares. No caso dos particulares, 95,1% correspondiam a créditos à habitação.
22 Mai 2026 - 13:13
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Foto: Facebook do município de Marinha Grande
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Foto: Facebook do município de Marinha Grande
O Banco de Portugal revelou nesta sexta-feira os números das moratórias concedidas pelos bancos ao abrigo do Decreto-Lei n.º 31-B/2026, de 5 de fevereiro, com efeitos a partir de 28 de janeiro de 2026. Estão em moratória 1063,1 milhões de euros, dos quais 651,8 milhões de euros correspondem a empréstimos concedidos a empresas e 411,3 milhões de euros a empréstimos concedidos a particulares. Destes últimos, 95,1% dizem respeito a crédito à habitação.
De acordo com a entidade liderada por Álvaro Santos Pereira, “no total, beneficiaram destas moratórias 1243 empresas e 5613 particulares”.
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As moratórias destinavam-se a empresas com sede ou atividade económica nos municípios abrangidos pela situação de calamidade. Esta condição permitiu, por exemplo, que empresas sediadas em Lisboa acedessem à medida.
No caso dos particulares, as moratórias aplicavam-se a quem tivesse crédito à habitação própria e permanente localizada nesses municípios ou a quem estivesse abrangido por um regime de lay-off numa empresa com sede ou atividade económica nesses territórios, independentemente do tipo de crédito.
No total, a medida abrangeu 90 concelhos, sobretudo das regiões Centro e Vale do Tejo. No conjunto dos municípios abrangidos, o crédito em moratória representou 1,5% do total do crédito à habitação elegível. A percentagem foi mais elevada na Marinha Grande (8,5%) e em Leiria (5,6%).
Por setor de atividade económica, destacaram-se as indústrias transformadoras, com 262,9 milhões de euros de crédito abrangido.
Por dimensão, 92,8% do montante em moratória correspondia a crédito concedido a micro, pequenas e médias empresas. As grandes empresas representavam apenas 7,2%.
Recorde-se que ontem foi publicado o Decreto-Lei n.º 98/2026, que prolonga as moratórias de crédito até 29 de abril de 2027.
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