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Reguengos de Monsaraz recebe as Jornadas FENAREG 2026 com foco na iniciativa “Água que une”

Entre os temas "mais sensíveis" em debate estão os desafios associados à propriedade privada, "uma questão determinante" para a concretização, modernização e expansão de projetos hidroagrícolas, segundo a FENAREG.

13 Jul 2026 - 13:48

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Foto: Freepik

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As XVII Jornadas FENAREG – Encontro Regadio 2026 vão ter lugar a 17 e 18 de novembro, numa organização conjunta da FENAREG e da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, para debater o futuro da água e do regadio em Portugal, a iniciativa “Água que Une”, a governança e os desafios do financiamento. 

Esta iniciativa irá reunir decisores políticos, entidades públicas, associações de regantes, agricultores e especialistas para discutir o papel determinante do regadio na competitividade da agricultura portuguesa, na resiliência hídrica do território e na salvaguarda da segurança alimentar.

Assim, segundo a FENAREG, o encontro afirma-se como “um espaço para debate e análise de soluções num contexto particularmente exigente, marcado pela crescente pressão sobre os recursos hídricos, pelos desafios da adaptação às alterações climáticas e pela necessidade de reforçar a resiliência, a produtividade e a segurança alimentar”.

“Para o Município de Reguengos de Monsaraz, acolher as Jornadas FENAREG – Encontro Regadio 2026 representa um momento de grande relevância estratégica. O regadio é hoje um instrumento essencial para garantir a sustentabilidade, a competitividade agrícola, a adaptação às alterações climáticas e a valorização económica dos territórios do interior”, afirma Marta Prates, Presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz.

A autarca sublinha ainda que “num concelho profundamente ligado à terra, à agricultura e à produção de qualidade, o desenvolvimento do Bloco de Rega de Reguengos constitui uma oportunidade determinante para reforçar a resiliência do setor agrícola, fixar investimento, criar valor e projetar o futuro da região”.

Um dos temas centrais do encontro é o ponto de situação da iniciativa “Água que Une”, entendida pela FENAREG como uma “oportunidade estruturante para consolidar uma abordagem mais integrada, eficiente e sustentável da gestão da água em Portugal, reforçando o papel do regadio como infraestrutura essencial ao desenvolvimento económico, à coesão territorial e à valorização do mundo rural”.

“A água é um recurso estratégico, mas é também um ponto de encontro entre gerações, territórios e setores de atividade. As XVII Jornadas da FENAREG 2026 querem afirmar essa visão: a de uma água que une, que transforma e que garante o futuro”, defende José Núncio, Presidente da FENAREG. 

“A água não é apenas um recurso; é um fator estruturante de união, desenvolvimento e futuro”, acrescenta.

De acordo com a FENAREG, as Jornadas deste ano vão ainda fomentar a reflexão sobre a necessidade de evolução do modelo de gestão e governança, mais moderno, participativo e próximo das realidades do terreno, “valorizando a experiência das entidades gestoras e reforçando a corresponsabilização entre Administração Pública e utilizadores da água na agricultura”.

Outro dos eixos centrais em discussão será o papel das associações de regantes e do setor agrícola na construção de novas soluções, com destaque para o reforço dos mecanismos de cooperação institucional, nomeadamente através do estabelecimento de protocolos com a Autoridade Nacional do Regadio.

Entre os temas “mais sensíveis” em debate estarão ainda os desafios associados à propriedade privada, “uma questão determinante” para a concretização, modernização e expansão de projetos hidroagrícolas, que exige soluções equilibradas entre os direitos individuais e o interesse coletivo da gestão estratégica da água, segundo a FENAREG.

Mais do que um espaço de debate, o encontro pretende ser “um catalisador de ação”, e reforçar a importância do regadio “como pilar da segurança alimentar, da coesão territorial e da competitividade da agricultura portuguesa”. 

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