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Novo parque logístico em Grândola com ‘luz verde’ ambiental prevê iniciar obras em 2027
Proibição de novas captações de água para abastecimento do parque e obrigatoriedade de as águas pluviais e residuais serem descarregadas apenas nos locais definidos no projeto entre as condicionantes.
12 Ago 2026 - 09:08
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Grândola Logistics Park Euro-Atlantic
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Grândola Logistics Park Euro-Atlantic
O futuro Parque Logístico de Grândola recebeu a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada e as obras das infraestruturas, num investimento inicial de 40 milhões de euros, devem avançar em 2027, revelou o promotor.
O projeto recebeu a DIA favorável condicionada no início deste mês e está “pronto para avançar”, indicou à agência Lusa o diretor-geral do Parque Logístico de Grândola, no distrito de Setúbal, David Claudino.
“A nossa expectativa é obter em 2027” as licenças e “iniciar imediatamente as obras de infraestruturas” do projeto, cujo prazo de execução será de “até dois anos”, assinalou o responsável do Grândola Logistics Park Euro-Atlantic (GLPEA), promovido pela Qantara Capital.
Em declarações à Lusa, David Claudino disse que, no âmbito da DIA, existem duas condicionantes principais, além de “pequenas medidas de mitigação”.
As condicionantes estão relacionadas com a proibição de “novas captações de água” para abastecimento do parque e a obrigatoriedade de as águas pluviais e residuais serem descarregadas apenas nos locais definidos no projeto, adiantou.
Ambas “já estavam previstas na conceção do projeto” do GLPEA, cujo Plano de Pormenor (PP) se encontra também “numa fase muito avançada”, faltando fechar as áreas de cedência ao município, acrescentou.
Questionado sobre os atrasos relacionados com o início da construção do parque, inicialmente previsto para 2023, David Claudino apontou “a complexidade” do projeto, a articulação com as várias entidades e a suspensão do Plano Diretor Municipal de Grândola.
A Qantara Capital estima em 40 milhões de euros o investimento direto nas infraestruturas do parque, além do montante já aplicado na aquisição dos terrenos e no desenvolvimento do projeto, afirmou David Claudino, sem revelar essas verbas.
Já o investimento global do empreendimento está orçado em 468 milhões de euros, valor que, segundo responsável, “poderá ser superior”, consoante o tipo de empresas que se instalem no parque.
Este projeto, classificado como de Potencial Interesse Nacional (PIN), vai permitir “diversificar a economia local, criar oportunidades, emprego qualificado” e promover a “fixação de jovens no concelho de Grândola”, realçou.
Segundo o promotor, o parque terá “sete macrolotes” e, na primeira fase, estão previstas as obras de “infraestruturas gerais e a construção dos dois primeiros macrolotes”.
Numa 2.ª fase, “avançam os macrolotes seguintes”, referiu o responsável, acrescentando que o plano “poderá ser ajustado, em função da procura”.
Já o modelo de financiamento para “a construção de armazéns ou fábricas” nos macrolotes, “vai ser personalizado” e estará dependente “dos inquilinos que nos procurarem”, esclareceu.
Segundo o diretor-geral do GLPEA, as manifestações de interesse de potenciais investidores têm aumentado, mas o processo de comercialização só avançará depois de obtidas todas as licenças.
“O que existe são pedidos de intenção” de investidores nacionais e, sobretudo, estrangeiros, para conhecerem o projeto, mas não existe ainda qualquer compromisso firmado, afiançou.
A infraestrutura vai disponibilizar uma área total que ronda 130 hectares, com 635 mil metros quadrados de construção e um terminal ferroviário de mercadorias, com um parque de contentores de 23 mil metros quadrados e ligação direta à Linha do Sul, cuja construção está prevista para a 2.ª fase do projeto.
O parque foi dimensionado para acolher cerca de mil utilizadores diários, gerando emprego de forma gradual e prioritariamente local, disse a empresa.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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