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Quercus quer plano nacional para integrar bicicletas partilhadas nos transportes
Associação propõe rede nacional de ciclovias e integração tarifária entre bicicletas partilhadas e transporte público. Dia Europeu Sem Carros assinala-se nesta terça-feira.
22 Set 2026 - 09:43
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A associação ambientalista Quercus, propõe, no Dia Europeu Sem Carros, a implementação de medidas de promoção da ciclovia incluindo o Plano Nacional de Sistemas Públicos de Bicicletas e a redução do IVA na compra dos veículos de duas rodas.
A Quercus defendeu ainda o desenvolvimento de uma rede nacional de ciclovias oficial, “segura e contínua”, capaz de fazer a conexão entre os Sistemas Públicos de Bicicletas (SPB), escolas, estações ferroviárias, terminais rodoviários e zonas de emprego, criando incentivos para a eliminação de troços perigosos.
A associação pediu ainda, em comunicado, a criação de incentivos à promoção das deslocações em bicicleta, nomeadamente através de benefícios fiscais para empresas que implementem sistemas do que chamou “quilómetros em bicicleta”, com compensação pelas deslocações de bicicleta entre os locais de residência e o trabalho.
No total, a associação ambientalista apresentou dez medidas, destacando-se ainda o reforço da proteção dos trabalhadores que utilizam a bicicleta nas deslocações, promovendo, em articulação com as empresas e o Estado, uma cobertura dos seguros de acidentes para os trajetos casa-trabalho realizados de bicicleta.
Quanto aos sistemas de pagamento, a Quercus defendeu a interligação “obrigatória” entre sistemas de partilha de bicicletas de diferentes municípios e operadores, através de um tarifário único a nível regional.
Referindo-se ainda aos sistemas de pagamento, a associação propôs a integração tarifária entre SPB e os transportes públicos, permitindo passes combinados que tornem a bicicleta partilhada o “último quilómetro” de qualquer viagem intermodal.
“Embora o debate sobre a mobilidade sustentável se concentre frequentemente nos transportes públicos e na eletrificação do automóvel, a Quercus acredita que a bicicleta continua a ser uma solução fundamental, com diversos benefícios”, sublinhou.
A associação citou um estudo elaborado pelo EIT Urban Mobility e a Cycling Industries Europe, referindo que a bicicleta partilhada representa uma oportunidade “significativa” para as cidades europeias, 305 milhões de euros em benefícios económicos e sociais anuais; 46 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) evitadas por ano; “mil doenças crónicas potencialmente prevenidas, com uma poupança de 40 milhões de euros em custos de saúde” e 760 mil horas de produtividade poupadas através da redução do congestionamento, avaliadas em 30 milhões de euros.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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