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UE quer acelerar transição energética e reforçar ação climática global na COP31

Wopke Hoekstra voltará a liderar a equipa de negociação europeia na COP31, em colaboração com a Presidência irlandesa do Conselho e os Estados-Membros.

06 Nov 2026 - 15:05

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Wopke Hoekstra comissário europeu para o Clima | Foto CE

Man in a dark suit and red tie delivering a speech at a blue podium labeled 'European Commission' (Comission européenne).

Wopke Hoekstra comissário europeu para o Clima | Foto CE

A União Europeia (UE) vai defender o reforço da ação climática internacional e a aceleração da transição energética na COP31, que decorre entre 9 e 20 de novembro, em Antália, na Turquia. Entre as prioridades da delegação europeia estão a eletrificação limpa, o desenvolvimento de energias renováveis, o abandono dos combustíveis fósseis e a mobilização de financiamento climático.

Segundo a Comissão Europeia, a conferência deverá centrar-se na implementação do Acordo de Paris e dos resultados do primeiro Balanço Global, procurando transformar os compromissos climáticos em medidas concretas.

A UE pretende também reforçar a cooperação internacional e promover a descarbonização, mantendo os esforços de mitigação e adaptação às alterações climáticas e o objetivo de alcançar a neutralidade climática até 2050.

“A COP31 será a COP da implementação”, afirma Wopke Hoekstra, comissário europeu para o Clima, Neutralidade Carbónica e Crescimento Limpo, em comunicado. “A UE mantém-se fiel aos objetivos do Acordo de Paris e aos compromissos assumidos anteriormente. O mundo tem de limitar a ultrapassagem temporária do limiar de 1,5 °C e, para isso, precisamos de esforços de mitigação e adaptação”, acrescenta.

Entre as iniciativas que a União pretende promover durante a conferência está a campanha global Electrify Now, lançada no início deste ano pela Comissão Europeia , que procura acelerar a eletrificação e a transição energética limpa.

A UE pretende ainda continuar a defender a fixação de preços do carbono como instrumento para reduzir emissões e estimular o investimento, através da sua participação na Coligação Aberta para os Mercados de Carbono de Conformidade.

A industrialização verde será outro dos temas em destaque, com a UE a trabalhar em conjunto com a presidência turca da COP31 e através do Climate Club. A Comissão Europeia quer ainda avançar com a operacionalização dos indicadores de adaptação climática acordados na COP30, no âmbito do Quadro dos Emirados Árabes Unidos–Belém para a Resiliência Climática Global, permitindo acompanhar os progressos dos países nesta área.

O financiamento climático será igualmente uma das prioridades das negociações. Em 2025, a UE e os seus Estados-Membros disponibilizaram 32,3 mil milhões de euros de financiamento público e mobilizaram mais 9,3 mil milhões de euros de financiamento privado para apoiar países parceiros na redução das emissões de gases com efeito de estufa e na adaptação às alterações climáticas.

Na COP31, a delegação europeia pretende acompanhar a implementação do Novo Objetivo Coletivo Quantificado de Financiamento Climático, com particular atenção às necessidades dos países menos desenvolvidos e dos pequenos Estados insulares em desenvolvimento. A UE vai também defender que as decisões tenham por base a melhor ciência disponível e trabalhar na operacionalização do Mecanismo de Transição Justa de Belém.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, participará na Cimeira de Líderes de Antália, a 11 de novembro, e na sessão de alto nível da COP31.

Além disso, Wopke Hoekstra voltará a liderar a equipa de negociação europeia, em colaboração com a Presidência irlandesa do Conselho e os Estados-Membros. O comissário para a Energia e Habitação, Dan Jørgensen, estará em Antália entre 10 e 12 de novembro.

A UE terá ainda um pavilhão próprio pela primeira vez desde a COP28, onde estão previstos cerca de 40 eventos paralelos dedicados à ação climática europeia, à transição energética, às tecnologias limpas, à resiliência climática, à segurança energética, ao financiamento e à proteção ambiental. O espaço será organizado em conjunto pela Comissão Europeia e pela Presidência irlandesa do Conselho, integrando também os pavilhões dos Estados-Membros.

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