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Eletrificação, resiliência e ciência: as ideias chave que a UE vai levar à COP 31

Na sessão de líderes que antecede a Conferência do Clima, o comissário europeu para o Clima defendeu as renováveis e a energia nuclear como vias para acelerar a transição energética.

07 Out 2026 - 11:32

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Wopke Hoekstra comissário europeu para o Clima | Foto CE Valentine Zeler

Wopke Hoekstra comissário europeu para o Clima | Foto CE Valentine Zeler

A União Europeia (UE) vai defender, na COP31, a aposta na eletrificação limpa assente nas energias renováveis e na energia nuclear como a principal via para acelerar a descarbonização. Na sessão de líderes da pré-COP31, que teve lugar nesta terça-feira em Suva, nas Fiji, o comissário europeu para o Clima destacou também a necessidade de acelerar a implementação do Acordo de Paris e de manter ao alcance o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5 º C.

“As principais mensagens da União Europeia para a COP podem ser resumidas em três. A primeira é que devemos, de facto, prosseguir a aposta na eletrificação limpa, que é extremamente importante para todo o esforço que temos pela frente. Em segundo lugar, não há alternativa à ciência como base das ações que estamos a tomar. E, em terceiro lugar, a enorme importância da resiliência. Esse é um tema na Europa e é claramente também um tema aqui no Pacífico. E, francamente, será um tema para todos nós em todo o mundo, tendo em conta a dimensão que o problema já atingiu”, começou por referir Wopke Hoekstra na sessão que precede a Conferência do Clima que terá lugar em Antália, na Turquia, entre 9 e 20 de novembro.

Hoekstra salientou a importância de se recorrer a todas as formas de energia limpa, desde a energia solar à eólica, associadas à capacidade de armazenamento em baterias. E defendeu também a aposta na energia nuclear. “Na Europa, além das energias renováveis, a energia nuclear é também uma parte extremamente importante no conjunto de soluções que pretendemos desenvolver”, referiu.

O comissário salientou, por sua vez, que a energia nuclear não é um tema consensual no espaço europeu, havendo países contra e a favor. “O que fazemos é respeitar estas diferenças”, referiu Wopke, destacando que dentro da Europa “é da combinação de tudo isto que precisamos: energia solar, eólica, capacidade de armazenamento em baterias, energia geotérmica, interligações entre os Estados-membros, muito mais capacidade de rede e, de facto, energia nuclear”, referiu.

O comissário europeu frisou também que o mundo não está a fazer o suficiente para combater as alterações climáticas, nem no domínio da mitigação e nem no da resiliência, sublinhando que a Europa, tal como o Pacífico, está a aquecer duas vezes mais depressa do que o mundo no seu conjunto.  “Estamos a fazer mais do que a nossa parte justa em termos de redução das emissões. E somos o único conjunto de nações desta dimensão que está a reduzir as suas emissões em 90% até 2040. Estamos a contribuir acima do nosso peso em termos do financiamento que disponibilizamos. Estamos a disponibilizar cerca de 30 mil milhões de dólares [cerca de 26 mil milhões de euros] dos 100 mil milhões de dólares [cerca de 86 mil milhões de euros] que estão disponíveis a nível mundial”, referiu salientando que a Europa é responsável por 6% das emissões globais. O comissário assegurou, porém, que a UE vai “manter o rumo e a fazer o que for necessário” neste domínio.

E deixou, por fim, uma mensagem sobre a conferência global sobre o clima: “Por mais imperfeito que possa ser o desenho das COP, é a melhor oportunidade que a humanidade tem para trabalhar em conjunto e enfrentar este problema”.

 

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