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Presidente da COP31 apresenta agenda com metas para energia e resíduos até 2035

A COP31 realiza-se em Antália, na Turquia, entre 9 e 20 de novembro. Entre as metas definidas estão o aumento da quota da eletricidade no consumo de energia para 35% até 2035 e a redução para metade do crescimento projetado dos resíduos urbanos.

22 Set 2026 - 16:47

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Coastal Turkish town with a clock tower, a tall brick minaret, red-tiled roofs, and a flag against the blue sea and distant mountains.

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A poucos meses do evento, já se começa a levantar o véu da 31.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP31). Nesta segunda-feira, o presidente da COP31, Murat Kurum, apresentou nas Nações Unidas, em Nova Iorque, a agenda de ação da próxima cimeira climática, que terá como foco a implementação dos compromissos já assumidos pelos países e a sua tradução em projetos e resultados mensuráveis.

Entre as metas definidas estão o aumento da quota da eletricidade no consumo de energia para 35% até 2035 e a redução para metade do crescimento projetado dos resíduos urbanos.

A COP31 realiza-se em Antália, na Turquia, entre 9 e 20 de novembro. A Austrália ficará responsável pelo processo formal de negociação, enquanto a Turquia assume a presidência da cimeira e a condução da agenda de ação.

A agenda, apresentada pelo presidente da COP31 e ministro turco do Ambiente, Urbanização e Alterações Climáticas, assenta, segundo a Reuters, em três princípios, “diálogo, consenso e ação”. 

Áreas como energia limpa e eletrificação, resíduos e redução do metano, cidades resilientes às alterações climáticas, industrialização verde, juventude e educação, segurança alimentar, oceanos, sistemas de saúde, biodiversidade e uso dos solos e implementação dos planos climáticos nacionais estão entre os temas abrangidos.

A agenda inclui ainda a meta de reduzir em pelo menos 25% a intensidade energética dos edifícios e aumentar para pelo menos 15% a taxa global de utilização de materiais circulares até 2035.

Segundo Murat Kurum, o conjunto de metas poderá contribuir para uma redução das emissões globais entre 8,5 e 10 gigatoneladas de CO2 até 2035.

“Para nós, a implementação não consiste simplesmente em anunciar mais compromissos, mas em transformar os compromissos existentes em resultados mensuráveis no terreno”, afirmou o responsável, citado pela Reuters.

O presidente da COP31 defendeu ainda a necessidade de facilitar o acesso ao financiamento, de reforçar capacidades e aproximar tecnologia e investimento das necessidades identificadas pelos diferentes países.

Entre as iniciativas anunciadas está o Green Industrialisation Facilitation Mechanism for Least-Developed Countries (LDC-GIF), destinado a ligar as necessidades de industrialização dos países menos desenvolvidos às tecnologias, conhecimento técnico e financiamento disponíveis.

O mecanismo pretende facilitar a passagem da identificação de necessidades para o desenvolvimento de projetos e, posteriormente, para o acesso a tecnologia, financiamento, investimento e capacidade de produção.

A COP31 deverá ainda lançar iniciativas nas áreas dos corredores de transporte de mercadorias verdes, descarbonização industrial, inteligência artificial e tecnologias limpas, circularidade, edifícios energeticamente eficientes, oceanos, segurança alimentar e sistemas de saúde resilientes às alterações climáticas.

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