3 min leitura
Portugal pede à UE para não enfraquecer mercado de carbono
Documento conjunto de países europeus defende manutenção do sistema de comércio de emissões, o principal instrumento da UE de combate às alterações climáticas, face à escalada dos preços da energia.
12 Mar 2026 - 15:38
3 min leitura
Luís Montenegro, Maria da Graça Carvalho e Ursula von der Leyen | Foto: André Crispim / Portal do Governo
- Iberdrola ultrapassa 5 milhões de MWh vendidos em Itália através de contratos de energia renovável
- REN com lucro de 36 milhões em trimestre com consumo recorde de eletricidade
- Técnico capta 27,2 milhões para criar laboratório de IA sustentável
- Normas revistas de reporte de sustentabilidade em consulta pública até 3 de junho
- Nove projetos de hidrogénio recebem 1,09 mil milhões de euros da UE
- Madeira vai criar programa para reforçar Rede de Áreas Marinhas Protegidas
Luís Montenegro, Maria da Graça Carvalho e Ursula von der Leyen | Foto: André Crispim / Portal do Governo
Portugal está entre os países europeus que nesta quinta-feira pediram à União Europeia (UE) que não desmantele e nem suspenda o sistema de comércio de emissões (ETS, na sigla em inglês), a principal política do bloco contra as alterações climáticas, mesmo com a pressão para conter os elevados preços da energia.
O aumento do custo da energia, derivado da guerra no Médio Oriente, levou alguns governos, incluindo Itália, a pedir a suspensão do ETS, que obriga as centrais elétricas a comprar licenças para cobrir as suas emissões de CO₂.
“Alterar de forma fundamental o ETS, colocar em causa o próprio instrumento ou suspendê-lo constituiria um passo atrás muito preocupante”, alertam os oito países num documento conjunto, visto pela Reuters.
O texto sublinha que enfraquecer o sistema “penalizaria gravemente os pioneiros que já investiram e inovaram na descarbonização”. Além de Portugal, o documento é assinado pela Dinamarca, Eslovénia, Espanha, Finlândia, Luxemburgo, Países Baixos e Suécia.
O ETS obriga centrais elétricas, indústrias e companhias aéreas a comprar licenças para cada tonelada de CO₂ emitida, criando desta forma um mercado de carbono e um custo financeiro para a poluição. Empresas que reduzem emissões podem vender licenças excedentes, transformando eficiência energética em lucro, enquanto que quem polui mais tem de comprar permissões adicionais. O alerta é que o fim do ETS eliminaria este preço sobre o carbono, reduzindo incentivos para investimentos em tecnologias limpas e atrasando a descarbonização.
A CE anunciou que apresentará opções para os líderes da UE numa cimeira a 19 de março. A presidente Ursula von der Leyen já indicou que Bruxelas está a estudar a implementação de um teto para o preço do gás, sem mencionar alterações ao ETS.
Segundo dados da UE, o custo do ETS representa, em média, 11% das contas de eletricidade na Europa, sendo ainda mais elevado em países como a Polónia, onde atinge 24% devido ao peso do carvão na produção de energia, segundo a Reuters.
- Iberdrola ultrapassa 5 milhões de MWh vendidos em Itália através de contratos de energia renovável
- REN com lucro de 36 milhões em trimestre com consumo recorde de eletricidade
- Técnico capta 27,2 milhões para criar laboratório de IA sustentável
- Normas revistas de reporte de sustentabilidade em consulta pública até 3 de junho
- Nove projetos de hidrogénio recebem 1,09 mil milhões de euros da UE
- Madeira vai criar programa para reforçar Rede de Áreas Marinhas Protegidas