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Portugal já esgotou os recursos naturais disponíveis para 2026
Dados avançados pela ZERO indicam que se cada pessoa no Planeta vivesse como um cidadão português, em média, a humanidade precisaria de cerca de 2,9 planetas para responder às suas necessidades. “O nosso modelo de produção e consumo que suporta o nosso estilo de vida é responsável por este desequilíbrio”, diz a associação.
07 Mai 2026 - 10:34
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Foto: Freepik
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Portugal esgotou nesta quinta-feira, 7 de maio, os recursos naturais disponíveis para este ano, o que significa que, se cada pessoa no Planeta vivesse como um cidadão português, em média, a humanidade precisaria de cerca de 2,9 planetas para responder às suas necessidades.
Os dados foram avançados pela ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável, em parceria com a Global Footprint Network, e mostram uma ligeira melhoria em relação a 2025, quando os recursos naturais do país se esgotaram a 5 de maio. O resultado posiciona Portugal perto da média da União Europeia, que este ano teve o seu dia de sobrecarga a 3 de maio.
A associação adverte que “se a Humanidade consumisse tantos recursos como Portugal, o cartão de crédito ambiental teria de ser usado a partir de quinta-feira”. Esta “dívida ambiental” permanece em linha com a registada em 2022 e 2023, em que o esgotamento aconteceu também a 7 maio.
“O nosso modelo de produção e consumo que suporta o nosso estilo de vida é responsável por este desequilíbrio”, explica a associação em comunicado. De acordo com a divulgação, o consumo de alimentos e a mobilidade estão entre as atividades humanas diárias que mais contribuem para a pegada ecológica nacional. Constituem, por isso, “pontos críticos para intervenções de mitigação”, segundo a ZERO.
Para precaver a dívida ambiental portuguesa no futuro, a associação recomenda a aposta numa agricultura focada nos alimentos de qualidade, no aumento de produção da proteína vegetal, na preservação dos solos, e na redução da poluição e do uso de água. Outra sugestão é evitar deslocações desnecessárias, em particular o avião, ao dar prioridade ao teletrabalho e à realização de mais eventos virtuais.
A ZERO propõe ainda o investimento “na criação de infraestrutura que permita uma muito mais significativa utilização de modos suaves de transporte”, como a bicicleta, e regulamentação mais exigente para que os produtos colocados no mercado sejam sustentáveis. “Já estão a ser dados alguns passos neste sentido (com aprovação de legislação pela EU), mas agora é fundamental a sua implementação e fazer com que impacte na vida das pessoas e na economia portuguesa”, denota a associação.
Às pessoas, a associação recomenda a redução de proteína animal na alimentação de cada um, a preferência pelos transportes coletivos, a bicicleta e andar a pé, tal como um consumo mais circular, centrado na redução, reutilização, troca, compra em segunda mão e reparação.
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