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Buraco na camada de ozono em 2025 diminui e dissipa-se mais cedo
É “uma notícia muito boa para o meio ambiente”, assegura a OMM. Buraco está também a dissipar-se quase três semanas antes da média observada na última década.
15 Dez 2025 - 16:20
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Este ano o buraco na camada de ozono da Antártida terá sido o quinto menor desde 1992, o que confirma que existe uma tendência a longo prazo de recuperação. A conclusão é da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA – NOAA e da NASA, e divulgada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), que classifica este resultado como “uma notícia muito boa para o meio ambiente”.
A formação anual do buraco na camada de ozono, que ocorre na primavera do hemisfério sul, depende das temperaturas e dos ventos na estratosfera, bem como da presença de substâncias químicas emitidas pelo homem que destroem o ozono.
Em 2025, durante o período de maior destruição da camada de ozono, entre 7 de setembro e 13 de outubro, o buraco atingiu uma área média de cerca de 7,23 milhões de milhas quadradas (18,71 milhões de quilómetros quadrados). O valor é aproximadamente 30% menor do que o maior buraco já registado, em 2006. Segundo a NASA e a NOAA, o buraco na camada de ozono está também a dissipar-se quase três semanas antes da média observada na última década.
Também o Serviço de Monitorização da Atmosfera Copernicus (CAMS, na sigla inglesa) inferiu que o buraco na camada de ozono terminou a 1 de dezembro, ao marcar o encerramento mais precoce desde 2019. Além disso, em 2025 foi também o menor buraco registado em cinco anos.
“Estamos obviamente cientes de que há uma variabilidade anual no buraco na camada de ozono associada à dinâmica atmosférica”, reconhece o chefe da Secção de Investigação Atmosférica e Ambiental da OMM. Contudo, “a nossa monitorização científica confirma as nossas previsões de que a camada de ozono está no bom caminho para a recuperação, graças ao Protocolo de Montreal e à eliminação gradual da grande maioria dos produtos químicos que destroem o ozono”, esclarece Paolo Laj.
O Protocolo de Montreal, um acordo internacional histórico, foi assinado em 1987 para eliminar gradualmente os produtos químicos que destroem a camada de ozono, entrando em vigor em 1992. Paolo Laj acrescenta: “Estamos confiantes de que a camada de ozono pode regressar aos níveis da década de 1980 a meados deste século, reduzindo significativamente os riscos de cancro de pele, cataratas e danos no ecossistema devido à exposição excessiva aos raios UV. Mas devemos evitar a complacência e é essencial continuar a monitorização científica”.
Segundo a avaliação mais recente, publicada em 2022, se as políticas atuais se mantiverem, a camada de ozono deverá retomar os níveis de 1980 nas próximas décadas. A recuperação é esperada para cerca de 2066 na Antártida, 2045 no Ártico e 2040 no resto do mundo. A próxima avaliação científica está prevista para 2026.
“O encerramento mais precoce e o tamanho relativamente pequeno do buraco na camada de ozono deste ano são um sinal tranquilizador e refletem o progresso constante que estamos a observar ano após ano na recuperação da camada de ozono, graças à proibição das ODS. Este progresso deve ser celebrado como um lembrete oportuno do que pode ser alcançado quando a comunidade internacional trabalha em conjunto para enfrentar os desafios ambientais globais”, reforça o diretor do CAMS, Laurence Rouil.
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