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CAP exige mais 140 milhões de euros ao Governo para recuperar competitividade face a Espanha

Confederação considera insuficientes os 60 milhões de euros já anunciados e anuncia entrega das reivindicações no Parlamento e na residência oficial do primeiro-ministro a 12 de outubro.

29 Set 2026 - 09:23

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Foto Magnific

Green tractor with a plow moving across a field, dust rising behind it and evenly spaced furrows, forest in the distance at sunrise.

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A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) exige ao Governo um pacote adicional de 140 milhões de euros em apoios diretos aos agricultores para compensar o aumento dos custos dos fatores de produção e reduzir a diferença de competitividade face a Espanha. A decisão foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Presidentes da organização, reunido nesta segunda-feira.

A CAP considera insuficientes os 60 milhões de euros já anunciados pelo Governo perante o agravamento dos custos de produção e a dimensão dos apoios atribuídos noutros países europeus. Segundo a organização, os 200 milhões de euros resultantes dos 60 milhões já anunciados e dos 140 milhões agora reclamados constituem o mínimo necessário para mitigar a perda de competitividade dos agricultores portugueses.

A diferença é particularmente evidente face a Espanha, onde, segundo a CAP, os apoios ao setor ascendem a 1.100 milhões de euros. “Esta diferença de competitividade, que hoje existe em geral e é particularmente notória face a Espanha, é catastrófica para a produção nacional e para a economia portuguesa. Mitigá-la é, pois, um imperativo democrático e patriótico”, refere a CAP.

A confederação destaca o aumento dos preços dos combustíveis e fertilizantes, que considera estar a reduzir o rendimento dos agricultores, a limitar o investimento e a condicionar as decisões de produção das próximas campanhas.

A organização considera também insuficientes os apoios aos combustíveis e os 20 milhões de euros destinados aos fertilizantes e outros fatores de produção. Defende, por isso, que Portugal deve utilizar integralmente os instrumentos europeus disponíveis, incluindo a reserva de crise e a possibilidade de reprogramação da Política Agrícola Comum, com recurso a financiamento nacional adicional.

Assim, a 12 de outubro, uma delegação da CAP, composta por dirigentes associativos de todas as regiões e representantes dos diferentes setores produtivos, vai deslocar-se ao Parlamento e à residência oficial do primeiro-ministro para entregar as reivindicações. A organização avisa que, sem uma resposta às suas exigências, avançará para medidas concertadas de protesto. “Sem a reposição das condições mínimas de competitividade do setor, a tomada de medidas concertadas de protesto será inevitável”, assinala a CAP num comunicado enviado ás redações.

 

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