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Setor agroalimentar da UE reforça excedente comercial para 30,1 mil milhões até julho

As exportações de café, chá, cacau e especiarias diminuíram 1,3 mil milhões de euros. Por outro lado, as importações provenientes do Brasil aumentaram 528 milhões de euros (+5%), sobretudo devido ao aumento dos volumes de soja.

28 Set 2026 - 18:04

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Foto Magnific

Assorted fresh vegetables on a wooden table: tomatoes, cauliflower, cabbage, corn, avocado, onion, and leafy greens in a rustic setting.

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O setor agroalimentar da União Europeia registou um excedente comercial de 30,1 mil milhões de euros nos primeiros sete meses de 2026, mais 2,9 mil milhões de euros do que no mesmo período do ano passado, apesar da redução das exportações e importações em valor.

Entre janeiro e julho, as exportações agroalimentares da UE totalizaram cerca de 138,7 mil milhões de euros, menos 1,6 mil milhões de euros, ou 1%, face ao mesmo período de 2025. Segundo a Comissão, o crescimento das vendas para alguns mercados compensou parcialmente a descida de outras categorias de produtos.

Entre as principais categorias, as exportações de café, chá, cacau e especiarias diminuíram 1,3 mil milhões de euros (-16%). A carne de suíno e as azeitonas e o azeite também registaram descidas significativas.

Em sentido contrário, as exportações de outros produtos de origem animal cresceram 549 milhões de euros e as de bebidas espirituosas e licores aumentaram 470 milhões de euros.

As exportações para o Egito aumentaram 251 milhões de euros (+22%), sobretudo devido ao trigo, enquanto as destinadas à Ucrânia cresceram 239 milhões de euros (+10%). 

No mesmo período, as importações agroalimentares da UE atingiram 108,6 mil milhões de euros no período, menos 4,5 mil milhões de euros (-4%) em termos homólogos. A descida pode estar, segundo Bruxelas, associada à evolução dos preços do cacau, que se encontram atualmente em cerca de metade do pico registado na primavera de 2025.

As importações provenientes da Costa do Marfim recuaram 1,2 mil milhões de euros (-21%), enquanto as do Camarões e da Nigéria diminuíram 46% em ambos os casos. 

Já as importações provenientes do Brasil aumentaram 528 milhões de euros (+5%), sobretudo devido ao aumento dos volumes de soja.

As importações de cereais diminuíram 609 milhões de euros, enquanto as de produtos lácteos recuaram 308 milhões de euros, correspondente a 19%. Em contrapartida, as importações de frutas e frutos de casca rija aumentaram 3%.

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