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Capwatt recebe financiamento verde de 56 milhões de euros para três novas unidades de biometano em Itália

O grupo empresarial pretende reforçar a sua estratégia em Itália, ao mesmo tempo que contribui para os objetivos de transição energética do país e para a descarbonização dos setores dos transportes e da indústria italiana.

01 Jul 2026 - 18:02

3 min leitura

Foto: Capwatt

Foto: Capwatt

A Capwatt, grupo empresarial multinacional de soluções energéticas sustentáveis, vai investir em três novas unidades de produção de biometano renovável em Itália, com o objetivo de reforçar a sua estratégia no país, com um financiamento de 56 milhões de euros. 

Os novos projetos localizam-se no centro e sul de Itália e deverão ter uma capacidade conjunta de produção de aproximadamente 151 GWh por ano de biometano. Com estes projetos, o grupo pretende contribuir para os objetivos de transição energética do país e para a descarbonização dos setores dos transportes e da indústria italiana.

A Capwatt recebeu linhas de financiamento verde de 56 milhões de euros destinadas à construção dos projetos, de um consórcio financiador que integra o ING Bank NV – Milan Branch e o UniCredit Spa, ambos na qualidade de Global Coordinators, Mandated Lead Arrangers, Bookrunners e Green Loan Coordinators, tendo o UniCredit atuado ainda como “banco agente”.

O financiamento obtido prevê o cumprimento de rigorosos critérios ESG, de forma a demonstrar “a robustez dos projetos tanto do ponto de vista financeiro como do ponto de vista ambiental e social”. 

Miguel Gil Mata, CEO da Prismore Capital e da Capwatt, afirma que “o biometano renovável é uma das respostas mais concretas à dependência energética europeia, transformando subprodutos agrícolas e pecuários, não usados na cadeia alimentar em energia. É economia circular aplicada à escala industrial.” 

“A Capwatt está empenhada em ajudar os países, os organismos locais e as empresas a melhorar a sua pegada ambiental, nomeadamente nos sectores agrícolas e pecuário, nos sectores industriais e dos transportes, através da transformação dos seus subprodutos em energia renovável para o seu funcionamento”, acrescenta o CEO.

Segundo a empresa, além dos benefícios ambientais, os projetos promovem a economia circular e o desenvolvimento local, através da criação de emprego, da utilização de subprodutos que terminariam como resíduos, da geração de receitas adicionais para agricultores e indústrias fornecedoras de biomassa e da disponibilização de energia renovável.

Neste sentido, Pierlorenzo Monterisi, diretor executivo da Biomethane Italy, afirma que “projetos de produção de biometano renovável em Itália visam valorizar efluentes pecuários e subprodutos agroindustriais, produzindo não só biometano de elevada qualidade, mas também um fertilizante natural que pode ser utilizado em substituição de fertilizantes químicos, gerando um impacto positivo para as comunidades locais e para o país, prevendo-se que ajudem a evitar cerca de 30 mil toneladas de CO2 e, por ano”.

Além dos benefícios ambientais, “os projetos promovem a economia circular e o desenvolvimento local”, através da criação de emprego, da utilização de subprodutos que terminariam como resíduos, da geração de receitas adicionais para agricultores e indústrias fornecedoras de biomassa e da disponibilização de energia renovável.

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