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CE lança enquadramento comum para monitorizar polinizadores na Europa
Mais de 80% dos habitats naturais da Europa encontram-se em mau estado, afetando a resiliência dos ecossistemas e da própria agricultura que depende largamente da ação dos polinizadores.
26 Nov 2025 - 12:15
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Foto: Pixabay
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A Comissão Europeia (CE) apresentou um novo Esquema de Monitorização de Polinizadores destinado a apoiar os Estados-membros na inversão do declínio de abelhas, borboletas e outros insetos essenciais, com o objetivo de estabilizar e recuperar as populações até 2030.
A iniciativa surge no âmbito do Regulamento da UE para a Restauração da Natureza (NRR), que procura proteger a biodiversidade, reforçar a segurança alimentar e aumentar a resiliência dos ecossistemas europeus.
O novo método estabelece um quadro científico comum para todos os países da União, garantindo que a recolha anual de dados sobre a diversidade e abundância de polinizadores é comparável, fiável e baseada em critérios uniformes. Ao padronizar procedimentos, a Comissão pretende reduzir a carga administrativa nacional e permitir que os Estados-membros concentrem esforços na implementação de medidas de restauração ecológica.
Segundo a CE, mais de 80% dos habitats naturais da Europa encontram-se em mau estado e muitos dependem da ação dos polinizadores para se manterem funcionais. O mesmo se aplica à agricultura, uma vez que cerca de 80% das culturas alimentares dependem da polinização. No entanto, um terço das espécies de abelhas, borboletas e moscas-das-flores está em declínio, enquanto uma em cada dez espécies de abelhas e borboletas se encontra ameaçada de extinção.
O novo esquema integra-se na iniciativa “UE para os Polinizadores: Um novo pacto para os polinizadores”, que promove também a criação de redes de conhecimento entre Estados-membros, o investimento em investigação e o envolvimento ativo de cidadãos na proteção da biodiversidade.
Recentemente, um estudo da Universidade de Coimbra revelo, pela primeira vez, o valor económico dos polinizadores para a agricultura em Portugal: mais de 2 mil milhões de euros em 2023, dos quais cerca de metade (1,1 mil milhões de euros) são diretamente atribuíveis à ação dos insetos polinizadores, como abelhas selvagens, moscas-das-flores e outros insetos.
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