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Central Solar Sophia suspensa por impactes negativos na paisagem e solos
APA identificou “impactes negativos significativos e muito significativos” e deu ao promotor da central solar seis meses para reformular o projeto.
18 Fev 2026 - 11:32
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Foto: Freepik
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A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) suspendeu o procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) da central solar fotovoltaica Sophia após a comissão técnica responsável ter identificado “impactes negativos significativos e muito significativos” ao nível da paisagem, do solo e uso do solo, do ordenamento do território e da socioeconomia.
A suspensão foi formalizada a 20 de janeiro de 2026 e anunciada nesta quarta-feira, na sequência de uma consulta pública cujos resultados reforçaram as preocupações levantadas pela avaliação técnica. Confrontado com as conclusões, o promotor do projeto optou por não arriscar uma decisão desfavorável e manifestou interesse em reformular a proposta, ao abrigo do artigo 16.º do regime jurídico da AIA, que permite a modificação do projeto como forma de evitar ou minimizar os impactes identificados.
O proponente dispõe agora de um prazo máximo de seis meses para apresentar uma nova versão do projeto à APA.
A central solar fotovoltaica Sophia abrange os municípios do Fundão, Idanha-a-Nova e Penamacor, no distrito de Castelo Branco, e representa um investimento ronda os 590 milhões de euros, para uma capacidade instalada de 867 MWp (Megawatt pico). Trata-se de um projeto com 390 hectares de área ocupada por módulos fotovoltaicos, 435 hectares considerando todas as infraestruturas, e um total de 1.734 hectares de área vedada.
Este caso ilustra uma tensão recorrente no processo acelerado de expansão das energias renováveis em Portugal. A pressão para instalar capacidade solar em larga escala choca frequentemente com restrições ligadas ao ordenamento do território e à preservação da natureza, em particular em zonas rurais ou de valor patrimonial. Portugal tem como meta instalar 20 gigawatts de energia solar até 2030.
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