2 min leitura
Estrutura de Missão afasta execução de cinco mil milhões até 2027 após o mau tempo
No dia em que passam seis meses desde que a depressão Kristin atingiu, sobretudo, a região Centro, Paulo Fernandes assegura que a Estrutura de Missão quer, até dezembro de 2027, “ter o máximo de intervenções no carril”.
29 Jul 2026 - 11:32
2 min leitura
Foto Câmara Municipal de Leiria
- Maria da Graça Carvalho: “A energia é o maior factor de competitividade em Portugal”
- Finanças garantem que compra de 13,7% da REN não teve impacto direto na dívida pública
- Navigator prevê reduzir 251 mil toneladas de CO₂ com novos projetos até 2035
- Jornal PT Green celebra primeiro aniversário com conferência sobre transição energética
- Cultura de sustentabilidade ou sustentabilidade parte da cultura?
- Autarquia de Idanha-a-Nova considera que reformulação do projeto solar Sophia é uma “ilusão de cedência”
Foto Câmara Municipal de Leiria
O coordenador da Estrutura de Missão para a Recuperação da Região Centro, Paulo Fernandes, afirmou nesta quarta-feira ser impossível que, em dezembro de 2027, quando termina o trabalho desta entidade, ter executados cerca de cinco mil milhões de euros (MME) em milhares de intervenções.
“A nossa missão termina em dezembro do próximo ano. (…) Garanto uma coisa desde já: é impossível, ao dia hoje, em dezembro do próximo ano, cerca de cinco mil milhões de euros estarem executados em milhares de intervenções”, afirmou Paulo Fernandes, numa conferência de imprensa, em Leiria, para fazer um ponto de situação do que já foi feito para recuperar o território afetado pelo mau tempo no início do ano.
No dia em que passam seis meses desde que a depressão Kristin atingiu, sobretudo, a região Centro, Paulo Fernandes assegurou que a Estrutura de Missão vai procurar, até dezembro de 2027, “ter o máximo de intervenções no carril, de preferência todas, ou quase todas no carril, ou seja, todas possam estar em execução”.
“Esperemos que a componente da habitação e a componente das empresas esteja toda ou praticamente toda” executada, adiantou Paulo Fernandes, avisando ser “natural que nas grandes infraestruturas públicas, por exemplo, e em algumas grandes infraestruturas privadas, obviamente essa questão seja mais demorada, porque milagres ninguém faz neste processo”.
De acordo com o coordenador, antigo presidente da Câmara do Fundão, “falta bastante capacidade de mão-de-obra, quer mão-de-obra especializada na construção civil”, como eletricistas e profissionais de serralharia e carpintaria, “mas também a base”, como pedreiros.
O impacto do comboio de tempestades que atingiu o país no início do ano foi de 5,3 mil milhões de euros, sendo que, para a reconstrução, foram mobilizados, até à data, cerca de 4,3 mil milhões de euros. O total aprovado/pago é na ordem dos 3,6 mil milhões de euros.
Em causa estão prejuízos em 90 municípios em situação de calamidade a que se somaram mais 32.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
- Maria da Graça Carvalho: “A energia é o maior factor de competitividade em Portugal”
- Finanças garantem que compra de 13,7% da REN não teve impacto direto na dívida pública
- Navigator prevê reduzir 251 mil toneladas de CO₂ com novos projetos até 2035
- Jornal PT Green celebra primeiro aniversário com conferência sobre transição energética
- Cultura de sustentabilidade ou sustentabilidade parte da cultura?
- Autarquia de Idanha-a-Nova considera que reformulação do projeto solar Sophia é uma “ilusão de cedência”