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Cogumelos podem ser aplicados ao isolamento térmico como solução contra desperdício têxtil
Cientistas da Universidade Técnica de Riga dizem que produção de micélio, parte do cogumelo, é simples e tem elevada viabilidade económica.
20 Dez 2025 - 14:30
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Foto: Freepik
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Maior parte do vestuário e têxteis para o lar na Europa ainda não é devidamente separada, apesar de os países da União Europeia começarem a separar este ano os seus resíduos têxteis ao abrigo da Diretiva-Quadro relativa aos resíduos. A Direção-Geral do Ambiente europeia diz que faltam tecnologias comercialmente viáveis para utilização na reciclagem de têxteis mistos. Uma equipa de cientistas da Letónia descobriu que o compósito à base de fungos, ou micélio, para isolamento térmico tem o maior potencial para desenvolvimento futuro nesta área.
A produção do material é simples, com alta viabilidade económica, potencial de mercado e tem vantagens ambientais consideráveis, dado que pode ser produzido a partir de uma ampla gama de resíduos e subprodutos. A matéria pode ser obtida através do cultivo de Pleurotus pulmonarius, um tipo de cogumelo ostra, numa combinação de resíduos agroindustriais e têxteis moídos reciclados. Esta solução pode eventualmente fazer parte da Estratégia para um Ambiente Construído Sustentável da União Europeia, que promove a utilização de materiais inovadores, circulares e de baixo carbono.
Contudo, os investigadores da Universidade Técnica de Riga aperceberam-se de que o micélio tem “uma condutividade térmica significativamente mais fraca do que as alternativas existentes, como o poliestireno”. Por isso, na sua visão, deve ser alvo de estudos futuros, para otimizar o produto e analisar as suas aplicações.
A análise, que envolveu um olhar sobre 27 artigos científicos, identificou quatro produtos mais promissores. Além do composto micélio, destacou o bio-óleo e ácido tereftálico, substâncias aplicadas na produção química para gerar plásticos, resinas, compósitos e tintas. O compósito reforçado com têxteis para a construção é outro material distinguido, que pode ser útil para reformar edifícios ou uma alternativa aos tradicionais blocos de betão armado com aço.
Os investigadores mencionam uma quarta aposta: fibras de algodão e nylon, monómeros de spandex (moléculas para a produção de spandex) e tereftalato de bis – um composto que pode produzir polímeros para várias aplicações, como resinas, espumas e bioplásticos. Ademais, estas matérias podem ser recicladas de volta em têxteis, ao fechar o ciclo de reciclagem.
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