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CONFAGRI pede reuniões urgentes com governo e presidência devido à pressão sobre setor agrícola
Conselho de Administração da CONFRAGI alerta que a pressão sobre os combustíveis e os fertilizantes ameaça a produção de alimentos e milhares de postos de trabalho.
29 Set 2026 - 12:18
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A Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (CONFAGRI) pede audiências urgentes ao Presidente da República e ao Primeiro-Ministro para dar conta da situação do setor agrícola e agroalimentar e defender medidas para preservar a capacidade produtiva e a competitividade externa.
A confederação aponta a evolução dos preços e a incerteza no fornecimento de petróleo e fertilizantes como fatores de pressão sobre as explorações agrícolas, as cooperativas e as restantes atividades da cadeia alimentar.
Segundo a CONFAGRI, a manutenção destas condições poderá afetar a viabilidade de empresas do setor e a produção nacional de alguns bens alimentares essenciais.
“Não estamos perante um problema setorial, mas perante uma questão de segurança alimentar, de competitividade nacional e de coesão territorial. O Estado tem de agir antes que os efeitos se tornem irreversíveis”, afirma Nuno Serra, Secretário-Geral da CONFAGRI.
A CONFAGRI destaca também o impacto da situação no emprego, referindo que o setor representa diretamente cerca de 8 mil postos de trabalho. Segundo a organização, muitos destes empregos estão localizados em territórios do interior, onde a atividade agrícola e cooperativa assume um peso relevante na economia local e na fixação da população.
A confederação considera ainda que a defesa do setor agroalimentar deve ser uma “prioridade estratégica nacional” e que a garantia de alimentos acessíveis e de emprego estável em todo o território exige uma resposta política clara e imediata.
Relembre-se que a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) também exigiu nesta terça-feira ao Governo um pacote adicional de 140 milhões de euros em apoios diretos aos agricultores para compensar o aumento dos custos dos fatores de produção e reduzir a diferença de competitividade face a Espanha.
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