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Empresa portuguesa instala infraestrutura de tratamento de resíduos marítimos no Bangladesh
Infraestrutura é capaz de tratar mais de 27 mil toneladas de resíduos por ano. Projeto pretende reduzir a poluição marinha, evitar descargas ilegais e reforçar a gestão ambiental numa região próxima da maior floresta de mangais do mundo.
07 Mai 2026 - 13:33
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Porto de Mongla, Bangladesh | Foto: Greenflow
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Porto de Mongla, Bangladesh | Foto: Greenflow
A empresa portuguesa Greenflow concluiu o desenvolvimento de uma infraestrutura de receção e tratamento de resíduos marítimos no Porto de Mongla, no Bangladesh, ao combinar tecnologia de engenharia ambiental com medidas de mitigação da poluição marinha. Tem capacidade para tratar até 27.460 toneladas de resíduos por ano, incluindo resíduos oleosos, águas residuais e resíduos sólidos gerados por navios.
Segundo a empresa, o objetivo é assegurar o cumprimento da Convenção MARPOL, principal instrumento internacional para a prevenção da poluição causada pelo transporte marítimo. O projeto, desenvolvido em parceria com a Lamor, integra o sistema M-Concept, uma tecnologia modular e escalável criada pela Greenflow. A solução permite atingir taxas de remoção de poluentes até 98%.
O impacto ambiental do projeto ganha particular relevância devido à proximidade dos Sundarbans, a maior floresta de mangais do mundo, classificada como Património Mundial pela UNESCO. A empresa defende que a nova infraestrutura ajudará a evitar descargas ilegais de resíduos em meio aquático e “melhorar significativamente a gestão ambiental na região”.
Além do tratamento de resíduos marítimos, a infraestrutura foi concebida para receber também resíduos provenientes das comunidades locais, numa tentativa de diminuir práticas como a deposição de lixo em rios ou a queima a céu aberto. A solução inclui igualmente mecanismos de valorização de resíduos, enquadrados numa lógica de economia circular. Entre eles está a recuperação de óleos para reutilização industrial.
Em comunicado, o presidente executivo do Grupo Greenflow, Carlos Cardoso, afirma: “Ao integrar tecnologia avançada de tratamento de resíduos, conseguimos proteger os oceanos, aumentar a eficiência portuária e criar valor económico de forma sustentável. É também um marco importante na afirmação da nossa capacidade de levar inovação portuguesa a mercados internacionais”.
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