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Inovação na reciclagem de baterias cresce 42% ao ano e ganha peso na energia

Novo relatório da OEP e da AIE mostra aceleração da inovação na circularidade das baterias, face a pressões sobre matérias-primas críticas e segurança energética. Ásia lidera, mas Europa reforça posição.

29 Abr 2026 - 13:34

3 min leitura

Foto: Freepik

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A inovação nas tecnologias de reciclagem e reutilização de baterias está a acelerar de forma significativa, impulsionada pela crescente pressão sobre o acesso a matérias-primas críticas e pela necessidade de reforçar a segurança energética. Um estudo divulgado nesta quarta-feira pela Organização Europeia de Patentes (OEP) e pela Agência Internacional de Energia (AIE) revela que as famílias internacionais de patentes relacionadas com a circularidade das baterias cresceram, em média, 42% ao ano entre 2017 e 2023.

Segundo o relatório, este crescimento supera o de outras áreas tecnológicas, com 16% a corresponder ao fabrico de baterias e 2% ao conjunto dos restantes setores tecnológicos. “A inovação nas tecnologias de circularidade das baterias é essencial para assegurar recursos, reforçar a competitividade e reduzir o impacto ambiental”, afirma o presidente da OEP, António Campinos, citado em comunicado.

O responsável diz que “as regiões que combinam ecossistemas industriais sólidos, política pública favorável e acesso a matéria-prima reciclada estarão melhor posicionadas para liderar a economia circular. A Europa reúne muitos destes elementos, com um ecossistema de inovação diversificado e iniciativas políticas que proporcionam uma base sólida para o desenvolvimento de cadeias de valor circulares das baterias”.

Também o diretor executivo da AIE, Fatih Birol, destaca o papel central das baterias no novo paradigma energético. “Na era da eletricidade, as baterias tornaram-se um pilar da segurança energética e da competitividade industrial, mas o seu pleno valor só será concretizado se os países desenvolverem sistemas circulares robustos em torno delas”, adverte.

O crescimento da inovação surge a par de rápida expansão dos veículos elétricos. Mais de um em cada quatro automóveis vendidos a nível global em 2025 foi elétrico, dependendo de baterias de iões de lítio ou tecnologias semelhantes. Por sua vez, o relatório estima um aumento de baterias em fim de vida: cerca de 1,2 milhões em 2030 e 14 milhões em 2040.

Ásia domina e Europa cresce

A análise mostra que a Ásia lidera claramente a inovação nesta área, representando 63% das patentes internacionais em 2023. As empresas japonesas e sul-coreanas dominaram o setor até 2019, mas foram, entretanto, ultrapassadas por empresas chinesas, com destaque para a Brunp. A quota da China subiu de 5% em 2013 para 29% em 2023.

Na Europa, as empresas e instituições de investigação representam cerca de 20% das patentes, com foco na recolha e transformação de baterias usadas em matérias-primas para novas baterias. “Este foco reflete o papel atual da Europa mais como utilizador do que como produtor de baterias”, descrevem as organizações.

Apesar de um crescimento mais lento face à Ásia, o estudo considera que a Europa poderá consolidar um ecossistema competitivo, beneficiando de políticas públicas e iniciativas comunitárias orientadas para a economia circular.

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