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Portugal entre os 15 líderes mundiais na transição energética
Portugal foi o segundo país que mais progrediu na transição energética. A nível global, os países nórdicos dominam o ranking, enquanto os Estados Unidos da América ficam de fora dos 15 melhores. Transição está agora em fase de “maior fragmentação".
19 Jun 2026 - 14:48
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Portugal está entre os 15 países com melhor desempenho na transição energética global, segundo o Índice de Transição Energética 2026 do Fórum Económico Mundial. O país ocupa a 15ª posição a nível mundial e destaca-se por ser o segundo país do ranking que mais progrediu desde 2017.
O relatório publicado nesta quinta-feira mostra que a transição energética global está a entrar numa fase de “maior fragmentação e crescente foco na segurança energética”, num contexto mundial marcado pelas tensões geopolíticas, disrupções no abastecimento e aumento da procura, graças ao conflito no Médio Oriente.
“A transição energética não está a regredir, mas está a fragmentar-se”, afirma Roberto Bocca, diretor do Centro para Energia e Materiais do Fórum Económico Mundial, em comunicado.
Roberto Bocca acrescenta ainda que para “fechar a lacuna entre ambição e concretização” é necessário ter “bases mais sólidas, incluindo sistemas energéticos mais diversificados e resilientes, uma expansão mais rápida das infraestruturas e capital capaz de chegar aos mercados onde é mais necessário”.
Ainda que 2025 tenha registado um nível recorde global do investimento em energia limpa, o índice revela uma desaceleração do ritmo de progresso pela primeira vez em mais de uma década, o que sugere que “o investimento, por si só, já não é suficiente para sustentar o ritmo de progresso”.
A instabilidade a nível global vem destacar a posição de Portugal, já que, segundo o relatório, apenas uma minoria de países no mundo tem vindo a conseguir progredir de forma equilibrada nas três dimensões avaliadas pelo índice, sendo estas segurança, equidade e sustentabilidade.
Segundo o índice, Portugal registou um forte progresso ao longo da última década na transição energética, refletido no aumento da sua pontuação no ETI de 59,2 em 2017 para 66,7 em 2026.
Este avanço resultou de uma “estratégia política consistente”, através de medidas como o encerramento das centrais a carvão, concluído em 2021, e a realização de leilões competitivos de energias renováveis que impulsionaram a capacidade solar em 440% desde 2017.
Em paralelo, o Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC) foi atualizado, elevando a meta de eletricidade renovável para 93% até 2030 e antecipando a neutralidade climática para 2045, de acordo com o relatório do Fórum Económico Mundial. No mesmo período, a quota de eletricidade proveniente de fontes renováveis aumentou de 51% para 71%, consolidando a posição do país na transição para um sistema energético mais limpo.
O Índice de Transição Energética 2026 destaca ainda que a evolução global está “cada vez mais desigual”. Os países nórdicos mantêm a liderança no ranking global, enquanto a China continua a “acelerar fortemente” o investimento em energia limpa. No entanto, várias economias emergentes continuam condicionadas por restrições de financiamento e infraestruturas.

Índice de Transição Energética: Fórum Económico Mundial
Suécia, Finlândia e Estônia lideram os três primeiros lugares do ranking, enquanto Portugal ocupa o 15º lugar. Ainda assim, o relatório destaca que, no conjunto dos 15 países com melhor desempenho, apenas Israel registou uma progressão mais acentuada do que Portugal desde 2017.
Entre os 15 países com melhor desempenho na transição, apenas 6 fazem parte do G20. A Alemanha é a primeira economia desenvolvida a surgir, ocupando a nona posição. Seguem-se França, Reino Unido e China. Já os Estados Unidos ficaram pela 19ª posição, ainda que mantenham um “forte desempenho” em segurança energética.
O índice conclui ainda que a próxima fase da transição energética exigirá não apenas investimento, mas também “sistemas mais resilientes, expansão acelerada de infraestruturas e maior capacidade de direcionar capital para os mercados onde a procura está a crescer mais rapidamente”.
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