Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

3 min leitura

Empresas do Norte com dificuldade em transformar sustentabilidade em estratégias e metas

Novo estudo indica que 91% das empresas consideram a sustentabilidade uma preocupação e 80% entendem que a gestão de ESG é uma responsabilidade da liderança.

07 Out 2026 - 16:01

3 min leitura

Foto Freepik

Foto Freepik

As empresas da região Norte estão cada vez mais conscientes de que a sustentabilidade é uma questão de gestão e competitividade, mas continuam a enfrentar dificuldades em transformar essa preocupação em estratégia e metas, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira.

As conclusões do trabalho, promovido pela Associação Empresarial de Portugal (AEP) no âmbito do projeto “Novo Rumo a Norte – Rumo à Sustentabilidade”, indicam que 91% das empresas inquiridas consideram a sustentabilidade uma preocupação e 80% entendem que a gestão de ESG (do inglês ‘Environmental, Social and Governance’, relativo a indicadores ambientais, sociais e de governação corporativa) é uma responsabilidade da liderança.

No entanto, apenas 15% afirmam ter objetivos de sustentabilidade definidos para o curto, médio e longo prazo, “evidenciando uma diferença significativa entre a consciência sobre a importância do tema e a sua integração formal na gestão”.

Neste contexto, a AEP vai promover, entre 15 de outubro e 24 de novembro, ações de capacitação dirigidas às micro, pequenas e médias empresas da região Norte para reforçar a sua capacidade de resposta às novas exigências dos mercados, das cadeias de fornecimento e do financiamento, e encararem o ESG “não apenas como uma questão de conformidade, mas como um fator de competitividade, eficiência e acesso a novas oportunidades de negócio”.

O projeto, denominado “Rumo à Prática”, é cofinanciado pela União Europeia através do Programa Regional Norte 2030, sendo as sessões de capacitação – a realizar nas oito sub-regiões do Norte – de participação gratuita.

Do estudo resulta ainda que, quanto menor a dimensão das empresas, maiores são as dificuldades sentidas na integração de estratégias de ESG.

“As microempresas representam mais de 94% do tecido empresarial em todas as sub-regiões do Norte, mas são também as que apresentam maiores dificuldades na formalização de políticas, definição de responsabilidades, monitorização de indicadores e reporte de informação ESG”, conclui.

O trabalho evidencia, contudo, que já foram feitos alguns avanços, nomeadamente ao nível da eficiência energética, gestão de resíduos, saúde e segurança no trabalho, igualdade e formação.

“O desafio está agora em transformar estas práticas, muitas vezes desenvolvidas de forma autónoma ou informal, em sistemas de gestão capazes de medir resultados, estabelecer objetivos e demonstrar desempenho perante clientes, fornecedores, financiadores e outros parceiros”, indica a AEP.

Também limitada é atualmente a integração do ESG nas relações de negócio, com cerca de um terço das empresas a referir nunca solicitar informação ESG aos seus fornecedores e cerca de 30% a nunca utilizar critérios ESG na seleção de fornecedores.

Já do lado dos clientes, 28% das empresas dizem nunca receber pedidos de informação sobre sustentabilidade, enquanto no relacionamento com a banca 36% referem nunca discutir temas ESG e 54% nunca terem sido questionadas sobre esse tipo de informação.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

 

 

 

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade