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Energia solar e baterias podem suprir 90% da eletricidade na Índia a custos competitivos
Análise da Ember revela que avanços recentes em armazenamento tornam a energia solar economicamente viável em larga escala, colocando o país no caminho para se tornar uma potência global em energia limpa.
08 Abr 2026 - 10:16
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Foto: Freepik
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A Índia, um dos países com maior potencial solar do mundo, poderia atender até 90% da sua procura elétrica apenas com energia solar e armazenamento em baterias, a um custo competitivo de cerca de 5,06 rúpias por quilowatt-hora (ou cerca de 48 euros por megawatt-hora, na taxa de câmbio atual), revela uma análise recente da Ember.
Segundo a pesquisa, o país atingiria este valor com 930 gigawatts (GW) de capacidade solar e 2.560 gigawatt-horas (GWh) de armazenamento de baterias. O principal desafio não é armazenar a energia solar diurna, mas enfrentar longos períodos de baixa radiação, especialmente durante a época das monções.
“Para países com grande potencial solar, como a Índia, isto reforça os argumentos para se tornarem uma superpotência solar a nível mundial”, refere Kostantsa Rangelova. A analista da Ember explica que “a questão já não é se a energia solar pode alimentar o sistema elétrico da Índia, mas sim com que rapidez pode expandir-se”.
A análise destaca que os custos de baterias caíram dramaticamente nos últimos dois anos, 40% em 2024 e mais 31% em 2025, tornando o armazenamento cada vez mais viável economicamente. A energia solar já “é a forma mais barata de eletricidade na história”, salienta o estudo, citando a Agência Internacional de Energia.
A Ember também dá conta de que as dez maiores regiões do país por consumo elétrico poderiam obter entre 83% e 92% de sua eletricidade com essa combinação, com sete estados a ultrapassar os 90%. Estados como Gujarat e Karnataka poderiam reduzir significativamente seus custos médios de compra de energia, chegando a 21% abaixo dos preços atuais.
“A energia solar e as baterias já estão a fornecer energia a custos inferiores aos custos de aquisição de energia vigentes em muitos estados, ao mesmo tempo que rivalizam com o carvão em termos de fiabilidade”, descreve o analista Duttatreya Das, também da Ember.
Com a capacidade solar instalada já em 143 GW, em forte crescimento desde os 5 GW de 2015, e a meta de 500 GW de energia não fóssil até 2030, a Índia parece estar em posição de explorar o seu enorme potencial solar. A combinação de tecnologia e economia competitiva pode, assim, acelerar a transição para uma matriz energética mais limpa, confiável e acessível.
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