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Estaleiros portugueses afinam rota para emissões zero

Setor naval apresenta Roteiro Carbono Zero para descarbonizar a indústria até 2050. Entidades veem urgência em transformar a ambição em negócio.

14 Dez 2025 - 14:00

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Foto: Bob Brewer/Unsplash

Foto: Bob Brewer/Unsplash

O setor da construção, reparação e manutenção naval quer assumir a dianteira da descarbonização em Portugal. A estratégia ganha forma no Roteiro Naval Carbono Zero (RNCZ), cuja apresentação pública está marcada para segunda-feira, 15 de dezembro, no auditório da APDL, em Viana do Castelo, numa sessão com a presença do secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro.

“A indústria da construção naval portuguesa tem uma oportunidade na descarbonização, desde que esta seja realizada com estratégia de negócio, ou seja, agarrar nichos de mercado que tenham clientes e procura”, sublinha Rúben Eiras, secretário-geral do Fórum Oceano. Sistemas de eficiência energética, propulsão dual-fuel, velas rígidas e automação dos estaleiros são apontados como tecnologias já procuradas pelos armadores e capazes de reduzir custos de produção. É nesta lógica de competitividade que assenta o RNCZ.

O plano, promovido pelo Fórum Oceano e pela CEVAL – Confederação Empresarial do Alto Minho, encerra ano e meio de análises, workshops e auscultação ativa a empresas, estaleiros e especialistas. O objetivo é traçar metas concretas de descarbonização para o setor até 2050 e, sobretudo, criar condições para que a indústria naval portuguesa não fique para trás na corrida global pela sustentabilidade.

Francisco Araújo, vice-presidente da CEVAL, reforça a ideia: “Existe uma enorme vontade de inovar, de modernizar processos e de tornar o setor da construção e reparação naval mais competitivo e sustentável, surgindo então esta ferramenta prática desenhada para o setor, que não pode ficar na gaveta”.

Sob o tema “Do Roteiro à Ação”, a sessão, presencial e online, com participação gratuita mediante inscrição, pretende juntar decisores públicos, indústria, academia e redes europeias para validar e mobilizar o setor rumo à implementação. O Roteiro Naval Carbono Zero é cofinanciado pelo Plano de Recuperação e Resiliência e pelos fundos NextGenerationEU.

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