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Eurodeputada Catarina Martins questiona Bruxelas sobre atraso na reposição de energia em Portugal
Numa carta enviada ao executivo comunitário, a eurodeputada do BE diz que "não é compreensível" demora na regularização do fornecimento de eletricidade no país na sequência de tempestades.
13 Fev 2026 - 17:22
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Foto: Alexis Haulot / Parlamento Europeu
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Foto: Alexis Haulot / Parlamento Europeu
A eurodeputada do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, questionou nesta sexta-feira a Comissão Europeia sobre a demora na regularização do fornecimento de eletricidade em Portugal na sequência das tempestades, o que diz “não ser compreensível”.
“Mais de 17 dias decorridos desde a passagem da tempestade Kristin e das demais que se seguiram, que provocaram uma interrupção generalizada no fornecimento de eletricidade em várias zonas de Portugal, ainda há dezenas de milhares agregados familiares sem acesso a energia elétrica, sem que a entidade responsável dê informações ou previsões para a regularização da situação”, alertou a eleita do BE no Parlamento Europeu, numa carta enviada nesta sexta-feira ao executivo comunitário.
Para a eurodeputada bloquista, “não é compreensível que, apesar de se tratar de uma situação excecional”, ainda se mantenha.
Também não acha “aceitável a ausência de informação por parte da E-Redes quanto à resolução do problema, especialmente quando se trata de uma situação que está a pôr em causa os direitos mais básicos das populações”.
Por essa razão, questionou a Comissão Europeia na carta enviada: “À luz do direito da União, não deveriam os operadores da rede mobilizar todos os meios técnicos e humanos disponíveis para assegurar a reposição urgente do fornecimento uma vez que se trata de uma situação excecional?”.
Perguntou ainda se a instituição irá “solicitar esclarecimentos às autoridades portuguesas”.
Citada pelo comunicado, Catarina Martins criticou a privatização da energia, que “deixou o Estado português nas mãos das empresas privadas e, no momento em que a população desespera, nem a empresa responsável nem a entidade reguladora parecem capazes de atuação em tempo útil”.
Os dados mais recentes, hoje divulgados, dão conta de que o número de clientes da E-Redes sem abastecimento de energia elétrica no continente voltou a subir, sendo agora de 45 mil, devido ao surgimento de novas avarias e inundações, a maioria nas zonas de maior impacto da depressão Kristin.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
Estima-se que os prejuízos totais ultrapassem os quatro mil milhões de euros.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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