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Galp e Moeve falham acordo para fusão de negócios de refinação e comercialização

Falta de acordo sobre as condições comerciais inviabiliza operação que pretendia criar um grande operador europeu.

26 Out 2026 - 10:29

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Foto Galp

Foto Galp

A Galp e a Moeve já não vão fundir os seus negócios de refinação e comercialização de combustíveis, segundo comunica a petrolífera portuguesa nesta segunda-feira à Comissão de Mercados e Valores Mobiliários (CMVM).

“Na sequência do anúncio de 8 de janeiro de 2026, relativo a um acordo não vinculativo entre a Galp e os acionistas da Moeve, a Mubadala Investment Company e o The Carlyle Group, e após negociações prolongadas entre as partes, não foi alcançado um acordo”, pode ler-se no comunicado.

A Gap refere que, ao longo de todo o processo, as partes mantiveram-se empenhadas na avaliação dos potenciais benefícios decorrentes de uma combinação das atividades de downstream, com o objetivo de estabelecer uma parceria duradoura e geradora de valor.

“Após um período de negociações aprofundadas, marcado por um forte empenho das partes em explorar o potencial desta combinação, e apesar de todos os esforços desenvolvidos, não foi possível alcançar um acordo que permitisse concretizar uma oportunidade de elevado potencial para a criação de um grande operador europeu de downstream”, refere Paula Amorim, presidente do Conselho de Administração da Galp. Acrescentando que “embora o racional estratégico subjacente à operação proposta continue a fazer sentido, as partes não conseguiram alcançar o alinhamento comercial necessário para estabelecer uma parceria duradoura e geradora de valor a longo prazo”.

A Galp refere que os seus negócios de downstream mantêm uma posição sólida, “sustentada por uma rede de retalho líder em Portugal e por um portefólio relevante de projetos de transição energética em Sines”, incluindo um dos maiores projetos de produção de hidrogénio verde por eletrólise da Europa e uma unidade de produção de biocombustíveis avançados.

A petrolífera refer também que estte desfecho não tem impacto nas operações atuais da Galp nem na confiança da empresa no potencial de criação de valor autónomo do seu portefólio de downstream.

A Galp continua também a acreditar que existem oportunidades na consolidação do setor para reforçar a competitividade, a escala e a capacidade de investimento dos negócios. “A Galp detém numa posição excecionalmente sólida, com um dos perfis de crescimento de upstream mais atrativos do setor, negócios industriais e comerciais robustos e um portefólio diversificado que inclui energias renováveis e atividades relevantes na área de trading. Esta combinação de negócios, aliada a um balanço sólido e a uma significativa capacidade de geração de caixa, proporciona à Galp uma base robusta para continuar a crescer, investir e criar valor”, refere Paula Amorim.

De salientar que a Galp apresentou também nesta segunda-feira os seus resultados, tendo aumentado o lucro em 68% no terceiro trimestre, para 682 milhões de euros, impulsionada pelo crescimento da produção no Brasil, pelas exportações de produtos refinados e pela compra e venda de petróleo e gás nos mercados internacionais.

 

 

 

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