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Galp não exclui acordos após fim de negociações com Moeve

A empresa pretende continuar a trabalhar na separação entre os negócios de retalho e as atividades industriais.

26 Out 2026 - 15:58

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Foto Galp

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Foto Galp

A Galp diz não estar a procurar um novo parceiro para os negócios de refinação e comercialização, após o fim das negociações com a Moeve, mas que se mantém disponível para analisar futuras oportunidades, anunciou o copresidente executivo.

“Estaremos preparados para analisar potenciais operações, mas neste momento não estamos a procurar ativamente uma transação no mercado”, afirmou João Diogo Marques da Silva, durante uma conferência telefónica com analistas sobre os resultados do terceiro trimestre.

O responsável explicou que a operação com a Moeve era uma oportunidade para acelerar a transformação dos negócios industriais e comerciais, mas não constituía um elemento indispensável da estratégia da Galp.

Questionado sobre o fim das negociações, considerou que “é preferível não fazer um negócio a fazer um mau negócio”, sublinhando que a empresa não sente qualquer pressão para concretizar uma operação.

A Galp pretende, contudo, continuar a trabalhar na separação entre os negócios de retalho e as atividades industriais, um processo que foi desenvolvido durante as negociações com a Moeve e que a empresa considera importante para futuras parcerias.

“A lógica estratégica continua a fazer sentido”, afirmou, acrescentando que a Galp permanece disponível para analisar operações que permitam aumentar a dimensão e a competitividade dos negócios.

A abertura a parcerias estende-se também às energias renováveis, onde a empresa reforçou recentemente a sua presença com a aquisição de duas carteiras de ativos eólicos em Espanha.

Segundo João Diogo Marques da Silva, estas aquisições aumentaram a dimensão do negócio e permitiram diversificar as tecnologias de produção de eletricidade, tornando a plataforma mais atrativa para potenciais parceiros.

“São possíveis tanto parcerias estratégicas como financeiras. Neste momento, não excluímos nenhuma estrutura, mas ainda estamos numa fase muito inicial”, afirmou.

O gestor adiantou que não estão previstas novas aquisições de ativos ou empresas, salientando que a Galp pretende manter a disciplina na utilização do capital e não tem pressa em concretizar novas operações.

A petrolífera portuguesa anunciou hoje o fim das negociações com a Moeve para a fusão dos negócios de refinação e comercialização de combustíveis das duas empresas, depois de não ter sido possível chegar a um acordo sobre as condições comerciais da operação.

A Galp anunciou ainda que registou um aumento de 68% do lucro ajustado no terceiro trimestre, para 682 milhões de euros, impulsionado pelo crescimento da produção de petróleo e gás no Brasil, pelas exportações e pelas operações de compra e venda de petróleo e gás nos mercados internacionais.

Nos primeiros nove meses do ano, o resultado líquido ajustado aumentou 54% para 1.494 milhões de euros, enquanto o EBITDA ajustado subiu também 54% para 3.737 milhões de euros.

Já o resultado líquido apurado segundo as normas internacionais de contabilidade (IFRS) recuou 9% para 852 milhões de euros.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

 

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