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Portugal aplaude acordo Mercosul: “Passaremos a ter uma influência redobrada não só na América Latina, como em África”
Ministro da Agricultura destaca “grandes oportunidades” para produtos como o vinho, azeite e queijo, e acredita que acordo pode saldar défice com este mercado.
09 Jan 2026 - 15:32
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Ministro da Agricultura e Mar | Foto Jorge OliveiraMAGRIM via LinkedIn
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Ministro da Agricultura e Mar | Foto Jorge OliveiraMAGRIM via LinkedIn
O ministro da Agricultura aplaudiu nesta sexta-feira o acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, que deverá ser assinado esta tarde, e destacou o impacto importantíssimo para Portugal, que poderá agora saldar o défice com este mercado.
“Temos [UE] um acordo com o Mercosul em vias de aprovação. Regozijo-me com esta aprovação dos Estados-membros. Quando estive no Parlamento Europeu, estive muito empenhado na concretização deste acordo, que considero muito positivo para a União Europeia, Mercosul e Portugal”, afirmou o ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, em declaração aos jornalistas, em Lisboa.
O acordo comercial entre a UE e o Mercosul deverá ser formalmente aprovado às 17h (16h de Lisboa), na conclusão do procedimento escrito, disse à Lusa fonte europeia, podendo ser assinado no dia 12 no Paraguai.
O governante sublinhou que, face à situação geopolítica, este acordo é essencial, destacando “grandes oportunidades” para produtos como o vinho, azeite e queijo.
José Manuel Fernandes lembrou que existe um défice de 500 milhões de euros na balança comercial em relação ao Mercosul e que este acordo vai permitir saldar esse valor.
“Passaremos a ter uma influência redobrada não só na América Latina, como em África”, apontou.
Questionado sobre a possibilidade de Portugal atingir um superávite, o antigo eurodeputado considerou ser possível, tendo em conta que o país tem “excelentes empresas” que têm feito o seu trabalho, mas ressalvou que este acordo é também um desafio e que é preciso que o país seja ainda mais proativo.
Já sobre as manifestações que têm decorrido, em particular, em Bruxelas, a propósito deste acordo, José Manuel Fernandes desvalorizou e disse que muitos dos protestos ocorreram, sobretudo, perante a proposta para a próxima Política Agrícola Comum (PAC).
Sobre este ponto, o ministro referiu que Portugal também se manifestou contra a proposta de Bruxelas e que tem trabalhado para esta seja melhorada.
“Portugal, em termos nominais, já tem praticamente o mesmo que tinha no anterior quadro financeiro”, rematou.
Numa primeira votação, pelos embaixadores dos Estados-membros junto da UE (Coreper), a proposta de acordo com o Mercosul passou com os votos contra da França, Polónia, Áustria, Irlanda e Hungria e a abstenção da Bélgica, não tendo sido formada uma minoria de bloqueio representando 65% da população da UE.
Se nenhum país se juntar entretanto ao lado dos ‘contra’, o procedimento escrito é encerrado com a aprovação do acordo que levou 25 anos a ser negociado.
O Mercosul é composto pela Argentina, Brasil, Paraguai (que assume atualmente a presidência) e Uruguai.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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