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Governo cria programa “Floresta Azul” para restaurar pradarias marinhas

Nova iniciativa prevê mapeamento, restauro ecológico e produção de viveiros, com investimento de 2 milhões de euros até 2027 para reforçar a biodiversidade e a resiliência costeira.

12 Dez 2025 - 10:28

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Zostera marina | Foto: Wikimedia

Zostera marina | Foto: Wikimedia

O Governo aprovou a criação do programa Floresta Azul ― Restauro Ecológico de Pradarias Marinhas, com vista a travar a degradação sobretudo dos principais habitats de Zostera e Cymodocea no país, cuja regressão tem sido associada a perdas de biodiversidade, impactos na pesca e redução da produtividade dos ecossistemas marinhos.

Segundo a portaria publicada nesta sexta-feira em Diário da República, o programa estabelece cinco linhas de atuação: mapeamento e monitorização ecológica das pradarias; intervenções diretas de restauro (plantação, transplantação e correções hidromorfológicas); criação de viveiros de plântulas e rizomas; ações de educação e sensibilização ambiental; e estudos científicos que permitam aprofundar o conhecimento sobre o sequestro de carbono azul e apoiar a criação de metodologias para o mercado voluntário de carbono.

O programa terá um investimento de 2 milhões de euros a distribuir pelos anos de 2026 e 2027, prevendo-se que as intervenções prioritárias sejam formalizadas através de contratos-programa nas várias regiões do país, incluindo áreas protegidas e zonas classificadas da Rede Natura 2000.

As candidaturas serão abertas a instituições de ensino superior, centros de investigação e entidades sem fins lucrativos com reconhecida experiência em restauro marinho. As propostas serão avaliadas pela Agência para o Clima, ICNF, APA e DGRM, cabendo ao Fundo Ambiental garantir o financiamento.

Esta iniciativa “está alinhada com novos instrumentos como a Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas, o Programa de Ação para a Resiliência do Litoral (2025-2040) e a Estratégia Nacional de Educação Ambiental que tem entre as suas prioridades a sensibilização e o envolvimento dos cidadãos na proteção dos oceanos e no restauro ecológico dos ecossistemas marinhos”, pode ler-se na portaria publicada.

 

 

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