3 min leitura
Lisboa e Vale do Tejo com 107,9 ME de prejuízos pelo mau tempo na agricultura
Dados da CCDR indicam que entre 29 de janeiro e 19 de fevereiro foram submetidas 1.129 candidaturas aos apoios para repor o potencial agrícola produtivo.
19 Fev 2026 - 14:14
3 min leitura
Foto Unsplash
- Sustentável 2030 abre aviso de 30 ME para produção de água para reutilização
- Venda de carros elétricos acessíveis na UE pode aumentar sete vezes em 2026
- Metodologia que aplica critérios de carbono na contratação pública chega a Portugal
- IP investe 750 mil euros em energia solar e carregamento elétrico no Campus do Pragal
- Von der Leyen: “Quando importamos combustíveis fósseis, importamos também choques e crises”
- Investigadores da Universidade de Coimbra detetam atividade de microalgas através de sinais elétricos
Foto Unsplash
Os agricultores de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) declararam 107,9 milhões de euros de prejuízos na agricultura provocados pelo mau tempo desde 29 de janeiro até hoje, segundo dados da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).
O vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) com a pasta da agricultura, José Bernardo Nunes, disse nesta quinta-feira à agência Lusa que, desde 29 de janeiro até 19 de fevereiro, foram submetidas 1.129 candidaturas aos apoios para repor o potencial agrícola produtivo, no montante global de 107,9 milhões de euros (ME), pendentes de análise.
Na quarta-feira de manhã, o número de candidaturas era de 1.054 e o montante declarado de prejuízos de 99,2 ME.
Dos 99,2 ME, 61,9 ME são referentes a danos em armazéns e outras construções, onde estão incluídas as estufas agrícolas, 20,8 ME em culturas permanentes, 8,4 ME em máquinas e equipamentos de apoio, 7,3 ME em culturas temporárias e 582 mil euros a morte de animais.
O responsável detalhou que 57 das mais de mil candidaturas ultrapassam o teto máximo do apoio definido pelo Ministério da Agricultura (400 mil euros), correspondendo a um prejuízo declarado de cerca de 55 milhões de euros. Das 57, nove casos têm um prejuízo superior a um milhão de euros.
O Oeste foi a região mais afetada, com um prejuízo declarado superior a 42 ME de norte a sul: Torres Vedras (14,2 ME), Caldas da Rainha (7,1), Alcobaça (5,4), Nazaré (4,2), Alenquer (4,1), Bombarral (2,2), Cadaval (1,7), Óbidos (1,5), Peniche (1,4), Arruda dos Vinhos (537 mil euros) Lourinhã (337 mil) e Sobral de Monte Agraço (173 mil).
Segue-se a Lezíria do Tejo, com um prejuízo até agora de mais de 28 ME: Azambuja (8,7), Benavente (3,7), Coruche (3), Santarém (2,9), Chamusca (2,3), Alpiarça (2,1), Rio Maior (1,9), Salvaterra de Magos (1,2), Almeirim (1,1), Cartaxo (693 mil euros) e Golegã (513 mil).
O Médio Tejo surge com 14,8 ME de prejuízos, concentrados sobretudo em Ourém (4,6), Ferreira do Zêzere (3,1), Tomar (2,2), Abrantes (1,7) Torres Novas (1,6) e Mação (716 mil euros).
A Península de Setúbal declarou até ao momento 10,4 ME, dos quais 5,4 em Alcochete, 3,3 no Montijo, 1,1 em Palmela e 450 mil euros em Sesimbra, enquanto a Grande Lisboa 2,3 ME, a maioria dos quais em Mafra (1,5).
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou em 15 de fevereiro.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
- Sustentável 2030 abre aviso de 30 ME para produção de água para reutilização
- Venda de carros elétricos acessíveis na UE pode aumentar sete vezes em 2026
- Metodologia que aplica critérios de carbono na contratação pública chega a Portugal
- IP investe 750 mil euros em energia solar e carregamento elétrico no Campus do Pragal
- Von der Leyen: “Quando importamos combustíveis fósseis, importamos também choques e crises”
- Investigadores da Universidade de Coimbra detetam atividade de microalgas através de sinais elétricos