2 min leitura
Mediterrâneo regista ondas de calor marinhas recorde com temperaturas 4,6 graus acima do normal
Relatório do Copernicus revela alterações aceleradas nos oceanos, com perda de gelo no Ártico e subida do nível médio do mar.
30 Set 2026 - 16:03
2 min leitura
Foto Magnific
- Moita investe 837 mil euros na recolha de biorresíduos porta-a-porta
- Governo escolhe Lufthansa para privatização parcial da TAP
- Bruxelas propõe adiar regras do metano para importadores durante um ano
- Um em cada seis consumidores portugueses já descartou incorretamente aparelhos elétricos
- Braga investe 1,8 milhões de euros em limpeza urbana e gestão de resíduos
- Turismo de Portugal mobiliza 210 mil euros para refúgios climáticos em Lisboa, Trancoso e Mira
Foto Magnific
O Mediterrâneo e o Mar Negro registaram em 2024 ondas de calor marinhas recorde, com temperaturas da água mais de 4,6 graus Celsius acima do normal, segundo o décimo Relatório sobre o Estado do Oceano do Copernicus, divulgado nesta quarta-feira pela Comissão Europeia.
O relatório, que analisa dados desde 1960, mostra que o oceano está a sofrer alterações rápidas associadas ao aumento das temperaturas, com efeitos nos ecossistemas marinhos, nas zonas costeiras e nas comunidades que delas dependem.
Uma das alterações mais acentuadas ocorre no Ártico, onde a extensão do gelo marinho diminuiu cerca de 490 mil quilómetros quadrados por década entre 1979 e 2025. A área perdida corresponde quase à superfície de Espanha.
A redução do gelo marinho está também associada ao aumento da exposição das zonas costeiras do Ártico à ação do vento e das ondas. De acordo com o relatório, cerca de 60% das infraestruturas costeiras da região estão vulneráveis à erosão e à subida do nível do mar.
As conclusões deste relatório “mostram que as alterações climáticas já estão a transformar os ecossistemas marinhos, as comunidades costeiras e os meios de subsistência que deles dependem. Para a Europa, este é um apelo ao reforço da ação para proteger a biodiversidade marinha, apoiar pescas e zonas costeiras resilientes e aprofundar o nosso conhecimento sobre o oceano”, refere Costas Kadis, comissário europeu das Pescas e dos Oceanos.
A análise indica ainda que a subida do nível do mar está igualmente a acelerar noutras regiões. Desde 2012, o nível médio global do mar aumentou cerca de 4,2 milímetros por ano. E identifica ainda uma maior vulnerabilidade particular nos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento. Desde 1999, 65% das suas zonas económicas exclusivas combinadas registaram uma aceleração da subida do nível do mar associada ao aquecimento dos oceanos.
- Moita investe 837 mil euros na recolha de biorresíduos porta-a-porta
- Governo escolhe Lufthansa para privatização parcial da TAP
- Bruxelas propõe adiar regras do metano para importadores durante um ano
- Um em cada seis consumidores portugueses já descartou incorretamente aparelhos elétricos
- Braga investe 1,8 milhões de euros em limpeza urbana e gestão de resíduos
- Turismo de Portugal mobiliza 210 mil euros para refúgios climáticos em Lisboa, Trancoso e Mira