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Nova interligação elétrica entre Finlândia e Suécia já está em operação

Aurora Line, cofinanciada pela UE com 131 milhões de euros, aumenta capacidade transfronteiriça até 900 MW e reforça integração de renováveis no mercado nórdico.

20 Fev 2026 - 15:20

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Foto: CEF Energy

Foto: CEF Energy

Foi anunciado, nesta sexta-feira, que a nova interligação elétrica entre o norte da Finlândia e o norte da Suécia entrou oficialmente em operação a 12 de novembro de 2025, antecipando o calendário previsto. “Ao reforçar a capacidade transfronteiriça e a flexibilidade do sistema, o projeto dá uma contribuição fundamental para a transição da Europa para um sistema energético mais verde e resiliente”, garantiu o CEF Energy (mecanismo europeu para financiamentos neste âmbito) em comunicado.

A chamada Aurora Line, classificada como projeto de interesse comum da União Europeia (UE), representa um reforço estrutural da infraestrutura elétrica na região nórdica e no mercado interno da energia. Com mais de 380 km de extensão e uma tensão de 400 kV, a linha atravessa o rio Tornio e aumenta a capacidade de transmissão transfronteiriça em até 800 MW da Suécia para a Finlândia e 900 MW no sentido inverso.

Cofinanciada pelo CEF Energy com mais de 131 milhões de euros, a infraestrutura foi implementada pela Fingrid Oyj, operadora do sistema de transporte finlandês, e pela Svenska kraftnät, congénere sueca.

Peça-chave na integração do Báltico

Além do impacto direto nos dois países, a Aurora Line é apontada como um projeto estruturante no âmbito do Plano de Interconexão do Mercado Energético do Báltico, que visa integrar plenamente os mercados elétricos da região do Mar Báltico no sistema europeu.

Ao reforçar a capacidade transfronteiriça e a flexibilidade do sistema, a nova linha permite acomodar volumes crescentes de produção renovável. Num contexto de transição energética acelerada e de volatilidade nos mercados europeus após a crise energética de 2022, Bruxelas tem identificado as interligações como instrumento central para aumentar a resiliência do sistema e baixar custos através de maior concorrência.

A conclusão da obra antes do início do inverno foi apresentada como uma conquista técnica e logística relevante, tendo em conta os desafios ambientais e as condições climáticas exigentes do Ártico. A entrada em operação antecipada permite reforçar desde já a segurança de abastecimento na região nórdica.

A natureza transfronteiriça do projeto foi assinalada com duas cerimónias. A primeira decorreu a 29 de janeiro de 2026, em Helsínquia, reunindo cerca de 150 representantes do setor energético, decisores políticos e investidores. A Agência Europeia de Execução para o Clima, Infraestruturas e Ambiente (CINEA, na sigla inglesa) esteve representada pela sua diretora, Paloma Aba Garrote. Na intervenção, a responsável sublinhou que a conclusão antes do prazo “é uma conquista notável” e destacou o papel da interligação na garantia de um abastecimento seguro de eletricidade, classificando o projeto como “um testemunho duradouro do poder da cooperação europeia”.

As comemorações prosseguiram a 31 de janeiro em Vuollerim, no norte da Suécia, junto à infraestrutura. O evento reuniu cerca de 250 participantes, incluindo comunidades locais, autoridades regionais, operadores de rede e empreiteiros. Em representação da CINEA, Ona Kostinaitė-Grinkevičienė destacou que projetos desta escala só se concretizam com o envolvimento das comunidades, defendendo que a transição energética europeia “é construída em conjunto”.

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