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Nova modelação da qualidade do ar urbano ajuda a distinguir impacto do tráfego e do aquecimento

Estudo polaco mostra que considerar o efeito de ‘canyon urbano’ e a ressuspensão de poeiras da estrada melhora a precisão da análise da poluição atmosférica nas cidades, responsável por cerca de 400 mil mortes prematuras por ano.

21 Fev 2026 - 15:02

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Foto: Freepik

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A qualidade do ar nas zonas urbanas continua a ser uma das principais preocupações ambientais na Europa, onde a poluição atmosférica é responsável por cerca de 400 mil mortes prematuras por ano. Segundo a Agência Europeia do Ambiente, grande parte da população urbana está exposta a níveis de partículas em suspensão e óxidos de azoto acima dos valores recomendados.

Um estudo conduzido em Varsóvia propõe uma nova abordagem para melhorar a identificação das fontes de poluição urbana. Os investigadores analisaram o impacto do tráfego rodoviário na qualidade do ar, integrando dados sobre emissões dos veículos, ressuspensão de poeiras da estrada, ou seja, as partículas levantadas pelo tráfego ou pelo vento, e aquecimento residencial, uma fonte de emissões devido ao uso continuado de combustíveis fósseis.

Outro fator-chave considerado foi o efeito de ‘canyon urbano’, fenómeno em que edifícios alinhados em ambos os lados das ruas criam microclimas que influenciam a dispersão e a concentração dos poluentes ao nível da via.

A equipa combinou diferentes modelos atmosféricos e comparou os resultados com medições realizadas em nove estações de monitorização. A inclusão do efeito de ‘canyon urbano’ e da ressuspensão de poeiras permitiu melhorar a precisão das estimativas em 34% para partículas PM2.5 e em 55% para PM10. Numa estação de tráfego, os veículos foram responsáveis por cerca de 41% a 42% das partículas medidas e por 84% das emissões de dióxido de azoto (NO₂).

Os autores defendem que integrar estes fatores nas estratégias de gestão urbana pode apoiar políticas mais eficazes para melhorar a qualidade do ar. A diretiva europeia revista sobre qualidade do ar prevê o reforço das redes de monitorização, que poderão beneficiar deste tipo de modelação para identificar melhor as fontes de poluição e orientar medidas mais direcionadas.

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