2 min leitura
Nova modelação da qualidade do ar urbano ajuda a distinguir impacto do tráfego e do aquecimento
Estudo polaco mostra que considerar o efeito de ‘canyon urbano’ e a ressuspensão de poeiras da estrada melhora a precisão da análise da poluição atmosférica nas cidades, responsável por cerca de 400 mil mortes prematuras por ano.
21 Fev 2026 - 15:02
2 min leitura
Foto: Freepik
- Aterro de Vila Real retoma atividade e receção de resíduos urbanos nesta sexta-feira
- Bruxelas abre investigação a apoio estatal romeno para central nuclear
- Portugal entre os países com mais plástico da pesca no mercado europeu
- Seguradores já pagaram 359 milhões de euros em indemnizações pelo mau tempo
- Powerdot e Uber firmam parceria para reduzir custos de carregamento de motoristas elétricos na Europa
- ERSE debate armazenamento de energia e desafios regulatórios
Foto: Freepik
A qualidade do ar nas zonas urbanas continua a ser uma das principais preocupações ambientais na Europa, onde a poluição atmosférica é responsável por cerca de 400 mil mortes prematuras por ano. Segundo a Agência Europeia do Ambiente, grande parte da população urbana está exposta a níveis de partículas em suspensão e óxidos de azoto acima dos valores recomendados.
Um estudo conduzido em Varsóvia propõe uma nova abordagem para melhorar a identificação das fontes de poluição urbana. Os investigadores analisaram o impacto do tráfego rodoviário na qualidade do ar, integrando dados sobre emissões dos veículos, ressuspensão de poeiras da estrada, ou seja, as partículas levantadas pelo tráfego ou pelo vento, e aquecimento residencial, uma fonte de emissões devido ao uso continuado de combustíveis fósseis.
Outro fator-chave considerado foi o efeito de ‘canyon urbano’, fenómeno em que edifícios alinhados em ambos os lados das ruas criam microclimas que influenciam a dispersão e a concentração dos poluentes ao nível da via.
A equipa combinou diferentes modelos atmosféricos e comparou os resultados com medições realizadas em nove estações de monitorização. A inclusão do efeito de ‘canyon urbano’ e da ressuspensão de poeiras permitiu melhorar a precisão das estimativas em 34% para partículas PM2.5 e em 55% para PM10. Numa estação de tráfego, os veículos foram responsáveis por cerca de 41% a 42% das partículas medidas e por 84% das emissões de dióxido de azoto (NO₂).
Os autores defendem que integrar estes fatores nas estratégias de gestão urbana pode apoiar políticas mais eficazes para melhorar a qualidade do ar. A diretiva europeia revista sobre qualidade do ar prevê o reforço das redes de monitorização, que poderão beneficiar deste tipo de modelação para identificar melhor as fontes de poluição e orientar medidas mais direcionadas.
- Aterro de Vila Real retoma atividade e receção de resíduos urbanos nesta sexta-feira
- Bruxelas abre investigação a apoio estatal romeno para central nuclear
- Portugal entre os países com mais plástico da pesca no mercado europeu
- Seguradores já pagaram 359 milhões de euros em indemnizações pelo mau tempo
- Powerdot e Uber firmam parceria para reduzir custos de carregamento de motoristas elétricos na Europa
- ERSE debate armazenamento de energia e desafios regulatórios