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Novo apoio de 20 ME à compra de carros elétricos prometido até ao verão
Ministra do Ambiente anuncia novo incentivo entre maio e junho, num debate marcado por críticas aos preços da energia e lucros das grandes empresas energéticas. Governante rematou que preços sobre combustíveis são definidos num mercado global.
24 Abr 2026 - 13:06
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O Governo vai lançar um novo apoio na ordem dos 20 milhões de euros à compra de veículos elétricos entre maio e junho, anunciou nesta sexta-feira a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, no Parlamento.
A ministra apresentou a medida como um dos instrumentos para acelerar a descarbonização do setor dos transportes, responsável por uma parte significativa das emissões nacionais. O novo aviso surge depois de atrasos e constrangimentos em edições anteriores do programa.
A governante garantiu também que o executivo está a concluir os apoios ainda em falta no âmbito do programa Vale Eficiência, procurando responder a críticas recorrentes sobre a execução dos fundos.
O reforço dos incentivos à mobilidade elétrica surge enquadrado numa estratégia mais ampla de transição energética, assente no aumento da produção renovável e na eletrificação do consumo. Apesar de Portugal já ter mais de 70% da eletricidade produzida a partir de fontes renováveis, durante o debate, a pressão sobre os preços dos combustíveis voltou ao centro da discussão, com o Chega e o Bloco de Esquerda a alertarem para o peso dos impostos.
A ministra evitou compromissos nessa matéria, defendendo que os preços são definidos num mercado global e que a prioridade do Governo é garantir competitividade através das renováveis. “A solução passa por renováveis, pelo reforço de redes, abastecimento e gases renováveis, por isso nos hoje vamos apresentar um grande programa de biometano”, rematou.
Ainda sobre as questões que afetam as carteiras dos portugueses, o Partido Comunista Português trouxe para o debate os lucros das grandes empresas energéticas, como a Galp e a EDP, defendendo a fixação de preços no gás. A ministra reconheceu que essa possibilidade existe apenas em contexto de crise energética e depende de autorização europeia, afastando, na prática, uma intervenção imediata.
O debate ficou também marcado pela questão do apagão ibérico, que faz um ano já a 28 deste mês. Questionada pela Iniciativa Liberal, a ministra explicou que a REN já tinha previsto substituir centrais com capacidade de arranque autónomo, tendo o Governo optado por manter quatro unidades em funcionamento. Admitiu, no entanto, que esse número poderá ser reduzido para três. Maria da Graça Carvalho ilustrou que um arranque automático cria “uma ilha” à volta da central e, “quando se juntam [várias ilhas] começa a aumentar a velocidade para energia ao sistema elétrico”. No entanto, quando existem demasiadas em ligação “cria-se complexidade técnica”.
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