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OCDE alerta para fraca integração entre clima, biodiversidade e poluição nas estratégias nacionais

Análise a documentos oficiais de 10 países mostra que, embora sejam reconhecidas as interligações entre clima e biodiversidade, as relações com a poluição raramente são consideradas.

29 Nov 2025 - 15:16

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Foto: Adobe Stock/Olga

Foto: Adobe Stock/Olga

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) alerta que muitos países continuam a abordar separadamente as crises ambientais das alterações climáticas, da perda de biodiversidade e da poluição, apesar das fortes ligações entre elas.

O novo relatório ‘Perspetivas Ambientais sobre a Tripla Crise Planetária’ conclui que esta fragmentação limita a eficácia das políticas públicas e aumenta o risco de efeitos adversos inesperados.

A organização analisou documentos estratégicos de 10 países (Argentina, Austrália, Canadá, China, França, Índia, Indonésia, Japão, Peru e Uganda) e verificou que, embora sejam reconhecidas as interligações entre clima e biodiversidade, as relações com a poluição raramente são consideradas.

A OCDE nota também que poucos governos dispõem de políticas específicas para gerir os ‘trade-off’ entre mitigação climática, proteção dos ecossistemas e controlo de poluentes.

Segundo o relatório, as alterações climáticas deverão ultrapassar as mudanças no uso do solo como principal fator de perda de biodiversidade até 2050, aumentando a pressão sobre ecossistemas terrestres e marinhos. A perda de biodiversidade, por sua vez, diminui a capacidade de os ecossistemas resistirem a eventos extremos e a diferentes formas de poluição, com efeitos diretos na qualidade ambiental.

A OCDE sublinha ainda que a expansão das energias renováveis, embora essencial para reduzir emissões, exige planeamento para evitar impactos em habitats naturais e desafios no tratamento de resíduos no fim de vida das tecnologias.

Entre as recomendações, o relatório destaca a necessidade de alinhar financiamento com objetivos ambientais integrados, gerir pressões da transição energética, transformar sistemas de produção e consumo, promover a economia circular e melhorar a sustentabilidade dos sistemas alimentares.

 

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