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Pedro Amaral Jorge evita revelar para já plano para mercado ibérico e defende papel do armazenamento na energia
Novo presidente dos operadores elétricos só revelará estratégia após 6 de abril. Futura liderança da APREN está ainda a passar por “processo de recrutamento independente”.
25 Mar 2026 - 07:35
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Foto: APREN
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O presidente executivo da APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis, Pedro Amaral Jorge, evita para já avançar linhas de ação para a presidência dos operadores do mercado ibérico da eletricidade, cargo para o qual foi recentemente eleito. O responsável remete quaisquer declarações, posicionamentos e intenções para depois de 6 de abril.
Porém, em declarações ao Jornal PT Green, admite: “Tenho algumas coisas pensadas, mas só vou começar a falar nesse assunto a partir de 6 de abril”, recusando detalhar prioridades ou eventuais medidas numa fase inicial do mandato.
Já quanto à liderança da APREN, a sucessão deverá ficar resolvida para breve. Segundo Pedro Amaral Jorge, está em curso “um processo de recrutamento independente com empresas a apoiar”, com a expectativa de conclusão dentro de seis semanas. O objetivo, diz, é garantir estabilidade na transição de dirigentes. “Estamos a contar que em seis semanas essa situação aconteça e que consigamos ter as coisas todas absolutamente estabilizadas, sem disrupções”, reitera.
Tal prudência contrasta com a certeza sobre o tema do armazenamento, que marcou a primeira edição do Portugal Energy Storage Forum, organizado pela APREN, nesta terça-feira. Na leitura do responsável, o armazenamento é um instrumento central para garantir estabilidade no sistema elétrico e viabilizar o crescimento das energias renováveis.
Na sequência da divulgação do relatório final da ENTSO-E sobre o apagão ibérico, Pedro Amaral Jorge rejeita que o problema tenha estado no excesso de produção renovável e sustenta que soluções tecnológicas já existentes permitem evitar episódios de instabilidade. Os sistemas de armazenamento “vão fazer exatamente o contrário” de agravar o problema, explica, apontando à capacidade de regular picos de tensão através de eletrónica de potência.
O dirigente considera, por isso, que o plano nacional de armazenamento anunciado pelo Governo em junho de 2025 (pós-apagão) continua a fazer sentido, e deve mesmo ser aprofundado. “Precisamos de começar a dimensionar quanto armazenamento é que precisamos, de que tipo e onde”, defende. Acrescenta que “tem de haver um grupo de especialistas a conseguir responder qual será o caminho mais rápido, mais económico ou eficaz para conseguir essas soluções para os consumidores” portugueses.
Num contexto de preços elevados da energia e incerteza no fornecimento de gás, o presidente da APREN insiste que a resposta europeia passa por acelerar a diversificação. “Só temos uma solução na Europa para controlar os preços da energia, que é aumentar a diversificação”, diz, associando diretamente esse objetivo ao reforço do armazenamento. “Quanto mais renováveis variáveis eu tiver […] mais armazenamento eu vou precisar para dar robustez ao sistema”, conclui.
A seu ver, Portugal parte de uma base considerada sólida, já com cerca de 3,9 gigawatts de capacidade de bombagem hídrica, mas o crescimento esperado da produção renovável poderá exigir mais investimento. “Esses 4 gigawatts ou aumentam, ou, se não conseguirem aumentar, temos que pôr outras tecnologias”, evidencia, ao mencionar o papel das baterias, que além de armazenarem energia, asseguram funções críticas como controlo de frequência e serviços de balanço. “Tudo isto tem que estar integrado”.
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