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Tabaqueira investe em ações de gestão florestal na Tapada de Mafra
O apoio de 107 mil euros vai permitir intervir em cerca de 100 hectares com redução da carga de combustível e aumento da resiliência a incêndios, controlo e gestão de espécies exóticas invasoras e requalificação de áreas plantadas.
25 Mar 2026 - 17:44
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Foto: Tapada de Mafra
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Foto: Tapada de Mafra
A Tabaqueira vai investir 107 mil euros em ações de gestão florestal na Tapada Nacional de Mafra durante um ano e meio, numa parceria firmada nesta quarta-feira na presença do ministro da Agricultura.
“Este protocolo, cujo horizonte temporal se prevê de um ano e meio, enquadra-se na estratégia delineada no sentido de melhor gerir, recuperar e dignificar o espaço, requalificar para melhor viver, incidindo em particular nos domínios das ações no âmbito da defesa de floresta contra incêndios, da proteção e conservação da natureza e da biodiversidade e da gestão florestal sustentável”, explicou o diretor da tapada, Carlos Pais.
“Esta colaboração com a tapada é fundamental para a nossa sustentabilidade, compete-nos colaborar nesta iniciativa e em iniciativas futuras”, afirmou o diretor da Tabaqueira, Marcelo Nico.
Questionado pelos jornalistas, o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, disse que, apesar de ser uma empresa ligada ao tabaco, “não deve ser excluída de apoios desta natureza”.
Pelo contrário, defendeu, desde que estejam legais, quaisquer empresas “devem contribuir, têm essa responsabilidade social e nós incentivamos esse contributo. Se o recusássemos, estávamos a ajudar aos lucros da respetiva empresa e a não contribuir para a biodiversidade, para a floresta, para a sustentabilidade ambiental”.
O apoio de 107 mil euros vai permitir intervir em cerca de cem hectares com redução da carga de combustível e aumento da resiliência a incêndios, controlo e gestão de espécies exóticas invasoras e requalificação de áreas plantadas após o incêndio de 2003.
Trinta e três hectares foram executados em 2025 e estão por executar este ano outros 63.
A parceira abrange três domínios de intervenção, desde logo a defesa da floresta contra Incêndios (78,3 hectares) com a redução da carga de combustível e melhoria das condições de combate a incêndios, reforçando a resiliência da Tapada.
Os restantes domínios passam por intervenções relacionadas com a proteção e conservação da natureza e da biodiversidade (5,5 hectares), através do controlo e gestão de espécies exóticas invasoras, e com a gestão florestal sustentável (20 hectares), com a requalificação de áreas plantadas após o incêndio de 2003, substituindo árvores que acabaram por não se desenvolver.
A Tapada de Mafra, Património Mundial da UNESCO desde 2019, possui 833 hectares, onde vivem animais de mais de centena e meia de espécies diferentes, entre gamos, veados, javalis, aves como a águia de Bonelli ou o bufo real, répteis como salamandras, tritões e cobras, e uma floresta exuberante, com quase uma centena de espécies de plantas, das quais 21 são árvores e arbustos.
Possui mais de 30 espécies de mamíferos, cerca de 70 espécies de árvores, mais de 20 espécies de anfíbios, répteis e macrofungos e cerca de 100 espécies de plantas, entradas e arbustos.
Algumas das árvores da Tapada de Mafra são consideradas de interesse público, como o castanheiro-da-índia, a olaia e o sobreiro.
Além disso, é o único abrigo de morcegos na região de Lisboa e Oeste, com floresta densa e árvores autóctones, como sobreiros ou freixos, habitats destas espécies, uma vez que a zona está bastante modificada pelo aproveitamento agrícola dos campos e pela plantação de espécies arbóreas, como o eucalipto.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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