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Jovens agricultores pedem medidas urgentes para salvaguardar setor
Desafios provocados pelo mau tempo, incêndios e pelo conflito no Médio Oriente na base do pedido de intervenção direta do primeiro-ministro.
25 Mar 2026 - 16:35
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A Associação dos Jovens Agricultores de Portugal (AJAP) exigiu nesta quarta-feira que sejam adotadas medidas urgentes que salvaguardem a viabilidade do setor e apelou à intervenção direta do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que convidou a “vir a terreiro”.
“O primeiro-ministro, na opinião da AJAP, deve vir a ‘terreiro’ dar uma palavra de mais apoio e mais conforto ao setor, que não pode cair numa espiral recessiva com consequências extremamente nefastas para a economia nacional e para a soberania alimentar”, referiu, em comunicado.
A associação defendeu ainda que o Governo deve assumir um papel ativo na mobilização de medidas concretas de apoio, assegurando que os agricultores têm meios necessários para enfrentar os desafios provocados, por exemplo, pelo mau tempo, incêndios e pelo conflito no Médio Oriente.
Em particular, a AJAP pede o reforço da dotação orçamental da medida Investimento Produtivo Agrícola – Modernização – Explorações Agrícolas, no âmbito do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PECPAC), para que “não se perca nenhum cêntimo de investimento” e para fazer face aos aumentos dos custos de produção, como energia, combustíveis e fertilizantes, devido à guerra no Irão.
“É urgente a adoção de medidas que salvaguardem a viabilidade do setor agrícola”, insistiu.
A AJAP referiu que Portugal é refém da Europa porque “teimosamente quer diminuir os apoios e receber mais em contribuições para o armamento”, mas também é refém de si próprio e de políticas voltadas exclusivamente para os territórios urbanos.
Os jovens agricultores lamentaram o que disseram ser o risco de a agricultura acabar numa secretaria de Estado do Ministério da Economia, quando, há pouco mais de três décadas, o Ministério da Agricultura, das Florestas e do Desenvolvimento Rural ocupava o sexto lugar na hierarquia do Governo.
Por outro lado, assinalou que o Plano de Recuperação e resiliência (PRR) ficou muito aquém das expectativas e necessidades do setor agrícola, pecuário e florestal.
“Muito pouco apoiado por estes fundos, os poucos que foram disponibilizados, foram destinados a reequipar e melhorar infraestruturas do Estado, quando os agricultores tanto necessitavam deles para se modernizaram e serem mais competitivos”, detalhou.
A associação vincou ainda que muitos agricultores não tiveram restabelecido o seu potencial produtivo e que os prejuízos causados pelas cheias não vão ser ressarcidos com celeridade.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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