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Perdas seguradas globais por catástrofes naturais atingem 80 mil milhões de dólares no primeiro semestre
Instituto Swiss Re indica que este valor representa quase o dobro da média dos últimos 10 anos e mais de metade dos 150 mil milhões de dólares projetados para o total anual.
06 Ago 2025 - 10:23
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As perdas seguradas globais resultantes de catástrofes naturais atingiram os 80 mil milhões de dólares no primeiro semestre de 2025, segundo estimativas preliminares do Instituto Swiss Re.
Este valor representa quase o dobro da média dos últimos 10 anos e mais de metade dos 150 mil milhões de dólares projetados para o total anual, em linha com a tendência de crescimento anual de longo prazo de 5 a 7%.
Como a atividade de catástrofes naturais tende a ser maior na segunda metade do ano, as perdas seguradas totais em 2025 poderão, assim, ultrapassar a projeção.
Os incêndios florestais que devastaram partes do Condado de Los Angeles, nos EUA, em janeiro constituem o maior evento de perdas seguradas de sempre causado por incêndios, resultando em perdas estimadas em 40 mil milhões de dólares, refere a resseguradora.
As perdas resultantes de incêndios florestais aumentaram acentuadamente na última década, devido à subida das temperaturas, secas mais frequentes e padrões de precipitação alterados, combinados com a expansão urbana e a concentração de ativos de elevado valor. Antes de 2015, as perdas seguradas relacionadas com incêndios florestais representavam cerca de 1% do total de sinistros de catástrofes naturais. Com oito dos dez eventos de incêndio mais dispendiosos registados na última década, essa proporção subiu para 7%, informa a instituição.
As tempestades severas continuam também a ser um importante fator de perdas. Segundo esta análise, as perdas seguradas resultantes de tempestades severas ascenderam a 31 mil milhões de dólares no primeiro semestre de 2025.
“A melhor forma de aumentar a resiliência e segurança das comunidades é apostar fortemente na mitigação e adaptação. Aqui todos podem contribuir para reduzir as perdas antes que ocorram. Embora as medidas de mitigação e adaptação tenham um custo, a nossa investigação mostra que, por exemplo, as medidas de proteção contra inundações, como diques, barragens e comportas, são até dez vezes mais rentáveis do que a reconstrução”, refere Jérôme Haegeli, economista-chefe do Grupo Swiss Re, em comunicado.
Outros exemplos de medidas de adaptação, indica a instituição, incluem reforço de códigos de construção, endurecimento das leis de ordenamento do território, aumento da proteção contra inundações e desincentivo à ocupação de zonas propensas a riscos naturais.
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