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Governo estuda “gémeos digitais” para prever catástrofes e melhor mobilidade
Os modelos digitais estão a ser desenvolvidos pela Agência para a Reforma Tecnológica do Estado, para com recurso à IA simularem comportamentos, prever falhas e testar soluções antes de serem aplicadas no mundo real.
24 Jun 2026 - 07:31
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O ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, afirmou nesta terça-feira estar a estudar os “gémeos digitais” para utilizar modelos de inteligência artificial (IA) para prever a catástrofes e melhorar a gestão de mobilidade urbana.
Gonçalo Matias garantiu também, em conferência de imprensa em Lisboa, à margem da reunião da Rede de Simplificação e Tecnologias do Estado, que os gémeos digitais estão a ser desenvolvidos pela Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE), sem recurso a empresas estrangeiras.
Um gémeo digital (‘digital twin’) é uma réplica virtual exata de um objeto, processo, sistema ou até de uma pessoa real. Ao receber dados em tempo real através de sensores e Internet das Coisas (IoT), este modelo processa a informação com inteligência artificial para simular comportamentos, prever falhas e testar soluções antes de as aplicar no mundo real.
O governante afirmou também que o modelo português de IA Amália está pronto e será apresentado em julho, e funcionará dentro da Administração Pública.
“O Amália, o modelo de linguagem em português, estará pronto e será apresentado em julho e, portanto, também é ele próprio instrumento de utilização de inteligência artificial na administração pública”, disse o ministro.
“É um modelo soberano, e portanto, isto permite-nos casos de uso muito específicos, na saúde, por exemplo, ou até nas Forças Armadas, em áreas de soberania e em áreas com alguma delicadeza de informação”, acrescentou.
Gonçalo Matias revelou também que o Governo está a analisar casos de estudo dentro dos ministérios “para gerir melhor os recursos em várias áreas, para poder acelerar procedimentos de decisão, de licenciamento, de contratação pública e, portanto, (…) para acelerar e melhorar a qualidade dos serviços públicos”.
“[A Rede de Simplificação e Tecnologias do Estado] está a estudar as soluções mais transversais, digamos assim, e também as mais específicas, mas o Amália é um instrumento que está à nossa disposição, não vai resolver todos os problemas, mas é um instrumento que está à nossa disposição para usos de casos específicos em que haja uma grande necessidade de soberania”, afirmou o governante.
A reunião de hoje discutiu também “o plano de formação da inteligência artificial na Administração Pública”, que terá uma dotação de 80 milhões de euros, com uma tranche inicial de 25 milhões de euros.
“Temos previsto no Pacto para as Competências Digitais um investimento de cerca de 80 milhões de euros para a formação na administração pública em inteligência artificial, um primeiro montante de 25 milhões, mas depois escalável até 80 milhões, e há este plano que está agora a ser calendarizado com formações presenciais, mas também com formações à distância”, afirmou o ministro.
O Governo estima ainda que com a harmonização dos cadernos de encargos por parte da Rede, esta possa “ter poupanças na ordem dos 300 milhões de euros”.
“Essas poupanças resultam em larga medida, por um lado, da harmonização dos cadernos de encargos, portanto, para que o Estado tenha uma única voz e um único mecanismo contratual para lidar com os grandes fornecedores de tecnologia e, por outro lado, contratos únicos com os grandes fornecedores”, concluiu.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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