2 min leitura
Peritos europeus apresentam hoje primeiro relatório sobre causas do apagão de abril
Até agora, o aumento de tensão em cascata, um fenómeno técnico inédito na Europa, tem sido a causa apontada para o incidente.
03 Out 2025 - 08:18
2 min leitura
Foto: Freepik
- Marrocos aposta na valorização energética de resíduos com megaprojeto de 1,3 mil ME
- Europa tem os edifícios mais antigos do mundo e precisa de acelerar a sua reabilitação
- França prevê pior colheita de milho em mais de 40 anos devido à seca e ao calor
- FAO alerta que calor e energia elevaram preços mundiais dos alimentos em julho
- Exposição da banca a setores que contribuem para as alterações climáticas mantém-se nos 62%
- Setúbal investe 490 mil euros em viaturas elétricas para recolha de biorresíduos
Foto: Freepik
O painel de peritos europeus que investiga o apagão ibérico de 28 de abril divulga hoje o primeiro relatório factual sobre o incidente, quase um mês antes do prazo inicial previsto, fixado em 28 de outubro.
Depois da divulgação das conclusões preliminares, a Rede Europeia de Gestores de Redes de Transporte de Eletricidade (ENTSO-E, na sigla em inglês) tem agora até 30 de setembro de 2026 para publicar o relatório final sobre as causas do incidente.
O apagão, classificado pela ENTSO-E como “excecional e grave”, deixou Portugal e Espanha praticamente sem eletricidade durante mais de 10 horas. Aeroportos encerrados, congestionamento nos transportes e falta de combustíveis estiveram entre as consequências imediatas.
Até agora, o aumento de tensão em cascata, um fenómeno técnico inédito na Europa, tem sido a causa apontada para o incidente.
Esta foi a conclusão que resultou das anteriores reuniões do grupo de peritos, cujo painel integra a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), bem como operadores e reguladores de vários países europeus.
Segundo a ENTSO-E, os aumentos de tensão em cascata — observados no sul de Espanha na fase final do incidente — foram seguidos de desligamentos súbitos de produção, sobretudo em instalações renováveis, e conduziram à separação elétrica da Península Ibérica em relação ao sistema continental, com perda de sincronismo e colapso da frequência e tensão.
Este tipo de perturbação nunca tinha sido identificado como causa de apagão em nenhum ponto da rede europeia. A confirmar-se esta conclusão, será necessária “uma análise e investigação aprofundadas por parte de todos os especialistas em sistemas elétricos da ENTSO-E”, bem como a adoção de novas medidas para reforçar a resiliência, como tinha alertado o grupo de peritos.
O grupo de peritos tem já agendadas novas reuniões para 14 e 30 de outubro, 18 de novembro e 10 de dezembro.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
- Marrocos aposta na valorização energética de resíduos com megaprojeto de 1,3 mil ME
- Europa tem os edifícios mais antigos do mundo e precisa de acelerar a sua reabilitação
- França prevê pior colheita de milho em mais de 40 anos devido à seca e ao calor
- FAO alerta que calor e energia elevaram preços mundiais dos alimentos em julho
- Exposição da banca a setores que contribuem para as alterações climáticas mantém-se nos 62%
- Setúbal investe 490 mil euros em viaturas elétricas para recolha de biorresíduos