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Portugal entre os países que podem acelerar renováveis usando ligações à rede existentes

Ember destaca que a hibridização de centrais hidroelétricas com energia solar e eólica pode permitir a integração de 18% da nova capacidade renovável prevista até 2030 sem necessidade de reforço da rede elétrica.

21 Jul 2026 - 16:18

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Foto: Adobe Stock

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A Europa poderá acrescentar 25 GW de capacidade eólica e solar junto de centrais hidroelétricas já existentes, utilizando ligações à rede atualmente disponíveis e sem necessidade de aumentar a capacidade da infraestrutura elétrica, segundo um novo relatório do ‘think tank’ de energia, Ember. Portugal está entre os sete mercados hidroelétricos analisados, juntamente com a Áustria, Bulgária, França, Itália, Roménia e Espanha, sobre como a hibridização de tecnologias renováveis poderá contribuir para acelerar a transição energética.

De acordo com a Ember, a combinação de energia solar, eólica e armazenamento com centrais hidroelétricas através de um único ponto de ligação à rede poderá permitir integrar 18% da nova capacidade renovável prevista até 2030 nestes países, evitando novos investimentos em capacidade de rede.

“Ao adicionar energia eólica ou solar no mesmo ponto de ligação de uma central hidroelétrica, os promotores conseguem entrar em operação mais rapidamente e os operadores podem utilizar a infraestrutura da rede de forma mais eficiente – duplicando, em média, a sua utilização – mantendo-se dentro dos limites de exportação”, explica Elisabeth Cremona, responsável pelas Infraestruturas Energéticas da Ember, num comunicado divulgado nesta terça-feira.

Portugal e Espanha já têm regras dedicadas

A Ember destaca que a hibridização é uma solução com potencial para responder aos constrangimentos atuais das redes elétricas, numa altura em que vários países enfrentam atrasos nos processos de ligação de novos projetos renováveis.

Segundo o relatório, entre os sete mercados avaliados, apenas Portugal e Espanha dispõem de regras específicas para projetos híbridos, enquanto os restantes países ainda não têm enquadramentos regulamentares claros para este tipo de desenvolvimento.

“As ambições políticas pouco significam se os eletrões limpos ficam bloqueados nas filas de espera para ligação à rede”, afirma Elisabeth Cremona. “Para os países que enfrentam constrangimentos na rede, a hibridização oferece uma solução imediata, sem necessidade de intervenções adicionais”, acrescenta.

A Ember salienta que a hibridização é frequentemente subvalorizada enquanto forma de maximizar a utilização da infraestrutura elétrica existente. E salienta que as centrais hidroelétricas apresentam condições favoráveis para estes projetos, porque parte significativa da sua capacidade de ligação à rede permanece disponível nos períodos em que a produção hidroelétrica pode ser mais reduzida.

A utilização conjunta destas ligações com novas centrais solares ou eólicas permite, assim, aumentar a produção renovável sem exigir necessariamente novas linhas ou reforços da rede elétrica, defende a organização.

A Ember considera que esta abordagem pode ser uma resposta de curto prazo aos desafios colocados pela expansão das renováveis e pela necessidade de reduzir a dependência europeia de combustíveis fósseis importados, melhorando ao mesmo tempo a segurança energética da Europa.

 

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