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Pescadores pedem apoio aos combustíveis e preços mínimos para espécies capturadas nos Açores

Sindicato Livre dos Pescadores justifica pedido com o agravamento do preço dos combustíveis, mas também com os aumentos dos produtos que compõem o cabaz alimentar.

08 Abr 2026 - 17:22

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Foto: Unsplash

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O Sindicato Livre dos Pescadores pediu nesta quarta-feira ao Governo que avance com um reforço dos apoios aos combustíveis e que defina mínimos para as espécies capturadas nos Açores.

“Vem o Sindicato Livre dos Pescadores solicitar ao Governo que sejam reforçados os apoios aos combustíveis, tendo em conta os aumentos verificados”, lê-se numa nota divulgada.

A estrutura sindical pediu ainda preços de referência mínimos para as principais espécies de pescado capturado nos Açores.

O sindicato justifica este pedido com o agravamento do preço dos combustíveis, devido ao conflito no Médio Oriente, mas também com os aumentos dos produtos que compõem o cabaz alimentar.

O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo recorde de 257,95 euros, mais 2,95 euros face à semana passada.

Por outro lado, notou que o preço de primeira venda do pescado não tem acompanhado a inflação.

No final de março, o secretário de Estado das Pescas, Salvador Malheiro, disse que as pescas já têm uma situação excecional em matérias de apoios, comentando as reivindicações do setor.

“O IVA e o ISP para o gasóleo do setor das pescas é zero. Temos de perceber que existe uma situação de exceção para os pescadores”, assinalou, em resposta aos deputados, na Assembleia da República.

O Governo decidiu avançar com um desconto de 10 cêntimos por litro no gasóleo colorido, uma medida que era reclamada pelos agricultores para fazer face à escalada de preços devido ao conflito no Médio Oriente.

Este apoio, a pagar pelo IFAP – Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, aplica-se nas semanas em que o preço médio estiver 10 cêntimos acima do valor registado na semana de 02 a 06 de março, antes do primeiro aumento.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

 

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