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Tempestades: Seguro quer “menos palavras e mais ação” para acelerar apoios
O Presidente da República apela à rapidez na entrega de apoios e ação concreta para aliviar estragos provocados pelo mau tempo.
07 Abr 2026 - 17:09
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Foto: Miguel Figueiredo Lopes/ Presidência da República
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Foto: Miguel Figueiredo Lopes/ Presidência da República
O Presidente da República pediu nesta terça-feira “menos palavras e mais ação” para responder aos estragos causados pelo mau tempo, insistindo que “é preciso agilizar os apoios” e perceber o que aconteceu para “tirar ilações para o futuro”.
António José Seguro falava aos jornalistas depois ter participado nas festas em honra de São Bento, aldeia de Casais de São Bento, freguesia de Cardigos, Mação, Santarém, insistindo que este é o “tempo da ação”.
“Ora, se há apoios, se há dinheiro, uma das minhas obrigações é dizer menos palavras, mais ação, para que o dinheiro chegue rapidamente às pessoas”, pediu, horas antes da reunião semanal com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre a qual não quis antecipar quaisquer temas, apesar da insistência dos jornalistas.
O Presidente da República enfatizou que aquilo que trata na reunião com o primeiro-ministro “não é de divulgação pública” e, sobre outros temas de atualidade, remeteu para outro momento na agenda para responder a perguntas de “ordem geral”, justificando que naquela altura só falava sobre a razão desta Presidência aberta e da “necessidade de rapidamente os apoios chegarem a quem precisa”.
“Não se trata de pressão. Eu tenho um foco através da minha Presidência, é isso que eu quero fazer durante cinco anos, que é ajudar a que os portugueses vivam melhor. E quando têm problemas, que esses problemas sejam resolvidos”, defendeu.
Seguro garantiu que não deixará de fazer “nenhuma pergunta”.
“Umas em privado, outras em público, mas o foco é sempre o mesmo: resolver os problemas das pessoas”, salientou.
Apesar de, em alguns casos, as ajudas tardarem, o chefe de Estado apontou outros casos em que “estão a chegar”.
“Ainda agora vi duas candidaturas que foram submetidas através da Câmara Municipal para a CCDR, com a data de 23 de março, e que já receberam os apoios. Mas há necessidade de agilizar os apoios. Este é o tempo da ação. Já passaram dois meses sobre esta catástrofe e é muito importante que o Estado, todas as suas estruturas, colaborem, reforcem as suas capacidades”, apelou.
Seguro há “também um trabalho de informação e de esclarecimento que deve ser feito” em relação aos apoios, já que “têm muitas dificuldades” no momento de os formalizarem.
“Conheço situações em que as autarquias têm feito um trabalho extraordinário, noutros porventura não é esse o caso, o que é importante é que neste momento todos, todos, todos, voltem rapidamente a comprometer-se com mais ação para que os apoios cheguem”, pediu.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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