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Reciclagem de embalagens estagna no primeiro semestre em Portugal
Dados do SIGRE revelam quedas na retoma de plástico, aço e embalagens de cartão para alimentos líquidos. Por outro lado, o papel/cartão e a madeira destacam-se como os fluxos com melhor desempenho.
14 Jul 2026 - 12:32
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Foto: Magnific
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A recolha seletiva de embalagens em Portugal praticamente não avançou no primeiro semestre de 2026. Segundo os dados do SIGRE – Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens, foram encaminhadas para reciclagem 233 065 toneladas de resíduos de embalagens, mais 0,9% do que no mesmo período de 2025.
A evolução ficou marcada pela queda na recuperação de materiais como o plástico (-6,6%), o aço (-3,3%) e as embalagens de cartão para alimentos líquidos (ECAL, -1,2%), aumentando a pressão sobre o país para cumprir as metas europeias de reciclagem.
Os dados, divulgados pela Novo Verde, uma das entidades gestoras responsáveis pela recolha e encaminhamento para reciclagem das embalagens usadas em Portugal, indicam “quebras expressivas” em materiais de alto valor como é o caso do plástico (-2 814 toneladas).
Por outro lado, o papel/cartão, com 82 255 toneladas, e a madeira, com 1 650 toneladas, destacaram-se como os fluxos com melhor desempenho, registando crescimentos de +4,8% e +13,5% respetivamente.
No entanto, estes ganhos foram insuficientes para compensar as quebras acentuadas nos restantes materiais. De forma mais detalhada, a recolha de plástico fixou-se nas 40 031 toneladas (-6,6%), o aço nas 3 690 toneladas (-3,3%) e as ECAL nas 3 997 toneladas (-1,2%). O vidro, por sua vez, o material com maior volume recolhido (100 343 toneladas), registou um crescimento marginal de apenas +1,0%.
“Não podemos ignorar estes números. Estamos perante um sinal claro de que o país precisa de acelerar o passo. Atingir as metas não é uma opção, é um dever coletivo, e estes dados mostram que ainda há muito caminho por fazer”, afirma Pedro Simões, diretor-geral da Novo Verde, numa nota enviada às redações. O responsável acrescenta que “os portugueses têm capacidade para inverter este cenário, desde que exista mais informação, melhores condições de participação e maior colaboração entre entidades, operadores, empresas e cidadãos. A mudança começa na atitude de cada um, mas exige também uma resposta consistente de todos. É urgente aproveitar o investimento e os recursos disponíveis para que os Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos (SGRU) se capacitem de tecnologia e de mecanismos que aumentem a captação dos resíduos de embalagens para reciclagem”.
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