3 min leitura
Portugal entre os três países da UE onde menos se usam transportes públicos
Estudo do Eurostat indica que quase 68% da população em Portugal não utilizou transportes públicos em 2024. Média na União Europeia é de 50,6%.
11 Mar 2026 - 11:14
3 min leitura
Foto: Freepik
- Conflito no Golfo custa 340 milhões de euros por dia à indústria naval
- Supermercados EROSKI otimizam consumo de energia em 1500 unidades em Espanha
- Iberdrola | bp pulse vai instalar 200 pontos de carregamento elétrico nas lojas JOM
- Europa lidera avanços na captura e armazenamento de carbono
- Efacec garante contrato superior a 50 ME com operador elétrico espanhol
- Governo avança com desconto de 10 cêntimos no litro de gasóleo agrícola
Foto: Freepik
Em Portugal, 67,8% da população não utilizou transportes públicos em 2024, colocando o país como o terceiro da União Europeia (UE) com menor adesão a estes serviços, segundo dados divulgados pelo Eurostat nesta quarta-feira.
O estudo mostra que, na UE como um todo, mais de metade das pessoas com 16 ou mais anos (50,6%) não recorreu a autocarros, comboios ou metro ao longo do ano. Apenas 10,7% usaram transportes públicos diariamente, 11,6% semanalmente, 10% mensalmente e 17,1% menos de uma vez por mês.
Portugal segue na tabela atrás de Chipre, onde 85% da população não utilizou transportes públicos, e Itália (68%). Outros países com altas taxas de não utilização incluem França (65,1%), Eslovénia (61,6%) e Grécia (61,3%).
No outro extremo, nos países com maior adesão, o Luxemburgo destaca-se, com apenas 15,7% da população a não usar transportes públicos, seguido da Estónia (26,6%) e da Suécia (26,7%).
Luxemburgo lidera também no uso semanal, com 23,1% da população a utilizar regularmente transportes públicos, seguido da Letónia (19,2%) e da Estónia (18,2%).
O estudo evidencia diferenças significativas nos hábitos de mobilidade na UE, refletindo fatores como oferta e qualidade do transporte público, densidade urbana e dependência do automóvel em cada país, destaca a análise.

#image_title
Lisboa com mais falhas urbanas
Recorde-se que recentemente o Tribunal de Contas Europeu apontou Lisboa como uma das cidades europeias que tem mais falhas nos planos de mobilidade urbana. Nomeadamente por não considerar plenamente as deslocações casa-trabalho nem os trajetos que atravessam diferentes municípios.
Segundo os auditores, muitos planos continuam centrados nas fronteiras administrativas das cidades, deixando de fora uma parte significativa das deslocações pendulares e reduzindo a eficácia das estratégias para diminuir o uso do automóvel.
A análise do TCE indica que os esforços das cidades para incentivar transportes mais sustentáveis continuam, assim, em muitos casos, insuficientes para levar os cidadãos a abandonar o automóvel.
O relatório avaliou seis zonas urbanas, nomeadamente Budapeste, Katowice, Praga, Sevilha, Lille e Lisboa, e concluiu que a maioria dos planos analisados orienta a cobertura geográfica pelas fronteiras municipais, em vez de se basear nos padrões reais de mobilidade.
- Conflito no Golfo custa 340 milhões de euros por dia à indústria naval
- Supermercados EROSKI otimizam consumo de energia em 1500 unidades em Espanha
- Iberdrola | bp pulse vai instalar 200 pontos de carregamento elétrico nas lojas JOM
- Europa lidera avanços na captura e armazenamento de carbono
- Efacec garante contrato superior a 50 ME com operador elétrico espanhol
- Governo avança com desconto de 10 cêntimos no litro de gasóleo agrícola