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Portugal fecha novembro com 74% da eletricidade vinda de renováveis

Produção eólica e hídrica empurram país para o top-4 europeu da energia limpa. Fatura do mercado cai, importações recuam e APREN fala em “escudo” contra a volatilidade.

12 Dez 2025 - 16:23

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Foto: Adobe stock/carballo

Foto: Adobe stock/carballo

Portugal voltou a dar um salto no mapa europeu da transição energética. O mais recente Boletim Eletricidade Renovável da APREN mostra que, em novembro, quase três quartos (74,3%) da eletricidade produzida no continente tiveram origem renovável, 3.081 GWh num total de 4.147 GWh. É um avanço de 8,3% face a outubro, sinal de que a máquina verde está a acelerar.

A eólica puxou pelo conjunto, garantindo 34% da produção, seguida da hídrica, com 26,1%. A solar assegurou 8,4% e a bioenergia 5,7%. Um retrato que mantém o país no restrito grupo de líderes europeus nestas fontes: entre janeiro e novembro, 75,1% da eletricidade portuguesa foi gerada a partir de renováveis – só Noruega, Dinamarca e Áustria ficam à frente.

No mercado, o impacto também se fez sentir. O preço médio horário do Mercado Ibérico de Eletricidade (MIBEL), no acumulado até novembro, ficou nos 65 €/MWh. E houve 1.339 horas em que as renováveis chegaram para alimentar todo o consumo nacional, 72 dessas horas só em novembro, mês em que o preço médio caiu para 39,7 €/MWh quando a produção verde tomou conta do sistema.

O efeito-cascata traduz-se numa poupança volumosa: 6.950 milhões de euros retirados ao custo de formação do preço de mercado desde o início do ano. Em novembro, a eletricidade limpa poupou 61 milhões em gás natural importado, 68 milhões em importações de eletricidade e outros 61 milhões em licenças de CO2.

Para Pedro Amaral Jorge, CEO da APREN, estes números “reforçam a consistência da trajetória de Portugal rumo à independência energética”, sustentada por um mix que mostra “resiliência” e capaz de ser um “escudo” do país contra a volatilidade dos preços e a dependência externa.

A infraestrutura acompanha o discurso. Entre 2015 e outubro de 2025, a capacidade renovável instalada cresceu 9.323 MW, mais 75,9%. Desde dezembro de 2024 foram acrescentados 828 MW, com a fotovoltaica a liderar: mais 379 MW em parques centralizados e 447 MW em produção descentralizada. No final de outubro, as renováveis já representavam 78,8% de toda a capacidade instalada no país.

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