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Portugueses emitem CO₂ três vezes acima da meta climática, com transportes a pesarem mais
Estudo da DECO com 14 mil participantes revela pegada de carbono média anual de 8.695 kg/CO₂e por pessoa, quando objetivo para travar aquecimento global é de 2.500. Uso do automóvel e viagens aéreas pesam mais na equação.
07 Jan 2026 - 15:00
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Os portugueses estão longe de cumprir os objetivos climáticos necessários para limitar o aquecimento global a 1,5 ºC. A pegada anual de carbono média per capita no país é de 8.695 kg de CO₂ equivalente por ano, valor que excede três vezes a meta de 2.500 kg/CO₂e estabelecida pela ciência climática, segundo dados do projeto europeu PSLifestyle, coordenado pela Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidor – DECO.
Os números, desenvolvidos nos últimos quatro anos e que envolveram mais de 14 mil cidadãos, estão compilados no documento “PSLifestyle: a inspirar vidas sustentáveis em Portugal“. Segundo a DECO, os resultados confirmam à escala nacional o diagnóstico traçado na COP30, no Brasil: “sem mudanças profundas nos padrões de consumo e nos estilos de vida, os objetivos climáticos globais não serão alcançados”.
Os transportes são o setor mais pesado na balança ambiental portuguesa, representando quase metade da pegada carbónica individual: 4.331 kg/CO₂ equivalente. O uso quotidiano do automóvel e as viagens de avião explicam este valor, que sozinho já ultrapassa em 73% o limite climático total recomendado por pessoa.
A alimentação surge em segundo lugar, com 2.442 kg/CO₂e, impulsionada pelo consumo elevado de carne, lacticínios, café e produtos importados. As compras de bens novos adicionam 1.162 kg/CO₂e à equação, enquanto a habitação, influenciada pelo tipo de residência, sistemas de aquecimento e consumo de água contribuem com 759 kg/CO₂e.
O projeto PSLifestyle desenvolveu a ferramenta LifestyleTest, que permite aos consumidores calcular o impacto ambiental das suas escolhas diárias. A DECO sublinha que a iniciativa coloca os cidadãos, procurando promover uma transição sustentável “justa, inclusiva e baseada na capacitação”.
Agora, reduzir a pegada carbónica portuguesa de 8.695 kg/CO₂e para os 2.500 kg/CO₂e exige cortes de 71% nas emissões individuais, o que implica transformações nos modos de vida, sobretudo na mobilidade. A DECO defende que consumidores informados são “agentes-chave” da mitigação climática e para o cumprimento da meta estabelecida.
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